Ex-presidente do Cruzeiro responde comentário polêmico de Raul Plassmann sobre a SAF: “deveria ter gratidão”
Ex-mandatário da Raposa demonstrou muito incômodo com as falas do ex-jogador
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Ex-jogador com passagem marcante pelo Cruzeiro, Raul Plassmann voltou a comentar sobre a SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do clube mineiro. Em declarações recentes, o ex-goleiro afirmou que vai torcer pelo Flamengo no confronto diante da Raposa, pelas oitavas de final da Copa Libertadores, utilizando como justiticativa o fato de o Cruzeiro ter um “dono” por ser uma SAF. As declarações repercutiram e motivaram uma resposta do ex-presidente celeste Sérgio Santos Rodrigues, que afirmou que Raul deveria demonstrar mais gratidão ao clube.
Advogado, Sérgio Santos Rodrigues foi o presidente responsável por conduzir a transição do departamento de futebol do Cruzeiro para o modelo de SAF. Diante disso, ele rebateu as declarações de Raul Plassmann, lembrando que o ex-goleiro também foi acolhido pelo clube após encerrar a carreira como atleta. Sérgio destacou, inclusive, o período em que Raul trabalhou no Departamento de Maerketing do Cruzeiro.
“Eu não poderia deixar de me manifestar sobre as palavras do Raul Plassmann. Ele disse que vai torcer para o Flamengo e falou mal da SAF, disse que não torce para time que tem dono. Pô, Raul, você teve uma história bonita como jogador. Depois de ser jogador, quando estava precisando, inclusive, o Cruzeiro te acolheu. Você era remunerado – e bem remunerado durante um tempo como funcionário do Cruzeiro.”,
começou dizendo Sérgio Santos Rodrigues.
Na sequência, o ex-presidente também criticou o fato de Raul Plassmann ter acionado o Cruzeiro na Justiça do Trabalho após deixar o clube. Além disso, ressaltou que a SAF celeste tem como proprietário o empresário Pedro Lourenço, torcedor declarado do Cruzeiro e que, segundo ele, tem como principal objetivo recolocar a equipe no caminho das conquistas.
“E quando saiu do Cruzeiro, colocou o clube na Justiça do Trabalho. Hoje faz essas manifestações. Pode torcer para o Flamengo sem problema nenhum, mas não com essa explicação. Primeiro, porque dono de SAF não é inimigo do torcedor. Ele só vai ter sucesso se o time performar dentro de campo, então ele é um amigo do torcedor. Ainda mais a SAF do Cruzeiro, eu não tenho dúvida nenhuma que ela tem o dono mais apaixonado, que é o Pedrinho. Essa desculpa não existe.”,
afirmou Sérgio Santos Rodrigues.
“Deveria haver gratidão”
Posteriormente, Sérgio Santos Rodrigues voltou a criticar a justificativa utilizada por Raul Plassmann para declarar torcida ao Flamengo. Segundo ele, o ex-goleiro tem todo o direito de apoiar a equipe carioca, mas não deveria associar essa decisão ao fato de o Cruzeiro ser uma SAF.
“Pode torcer pelo Flamengo à vontade, mas não usa essa explicação. Não fala do Cruzeiro assim, deveria haver uma gratidão muito maior. O clube merece gratidão por tudo que fez ao longo da carreira e depois dela. E, para sua tristeza, nós vamos ganhar do Flamengo. Eu tenho certeza.”,
finalizou Sérgio Santos Rodrigues.
Relembre a fala de Raul Plassmann
Em entrevista recente, Raul Plassmann afirmou que não consegue torcer por um clube que possui um proprietário. Na visão do ex-goleiro, o objetivo de quem compra uma SAF é obter retorno financeiro, e não necessariamente conquistar títulos.
“Eu sou pro Flamengo. Claro, sou pro Flamengo ganhar. Independente disso, não dá pra torcer pra, pelo menos eu penso assim, não dá pra torcer pro clube que tem dono. O clube que tem dono, o dono quer o quê? Ganhar o título? Quer ganhar dinheiro, né? Claro, se eu for comprar um clube, eu quero faturar. Se der pra ser campeão, tudo bem. Também não é crítica.”, declarou.
Pós-carreira e a fala sobre o “salário ridículo”
Após encerrar a carreira, Raul Plassmann passou a atuar no departamento de marketing do Cruzeiro, participando de ações ligadas ao programa de sócio-torcedor. O ex-goleiro permaneceu no clube por cerca de dez anos e recebia aproximadamente R$ 12 mil de salário, além de um auxílio-moradia de cerca de R$ 2 mil. Na época, Raul chegou a afirmar que a remuneração era incompatível com a importância que acreditava ter para a instituição.
“Meu salário era R$ 12 mil, 12 e pouco, tinha um auxílio-moradia de R$ 2 mil e pouco. Meu salário era ridículo, pelo que eu represento para o clube, pelo que eu trazia para o clube. Então, meu salário não iria incomodar ninguém.”,
afirmou.
No entanto, durante a grave crise financeira enfrentada pelo Cruzeiro, o ex-goleiro foi desligado do clube em 2020, pouco depois do rebaixamento à Série B. Desde então, Raul Plassmann tem feito críticas frequentes à gestão e ao clube, declarações que passaram a dividir opiniões entre os torcedores e desgastaram parte do prestígio que construiu durante sua trajetória como um dos grandes goleiros da história celeste.
Fabio e Dida, PC e Luis Antônio, os dois Gomes, são verdadeiros, o Raul apagou toda uma história
Raul ….vc for muito infeliz