Cruzeiro e Atlético-MG fazem último clássico de 2026 com Libertadores em jogo; veja cenário
Raposa tenta consolidar posição no G-3 do Brasileirão, enquanto o rival busca encurtar a distância para os primeiros colocados e segue na disputa de duas copas
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Na quinta-feira (29), Cruzeiro e Atlético-MG voltarão a se enfrentar na Arena MRV, pelo último clássico de 2026. O duelo, válido pela 33ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, será o sexto encontro entre os rivais na temporada. Confira como chegam as equipes e a importância de uma vitória para cada uma delas!
No retrospecto dos cinco clássicos anteriores, o Cruzeiro conquistou apenas uma vitória, mas o resultado valeu um título. Na ocasião, a Raposa superou o Atlético-MG por 1 a 0, no Mineirão, e conquistou o Campeonato Mineiro de 2026.
Já o Atlético-MG venceu três confrontos, sendo um pelo Campeonato Mineiro, outro pelo Brasileirão e o terceiro pela Copa do Brasil. Além disso, houve um empate por 1 a 1 no jogo de ida das quartas de final do torneio eliminatório.
Libertadores em jogo
O clássico colocará frente a frente duas equipes que buscam a classificação à Libertadores de 2027, mas que podem alcançar esse objetivo por caminhos diferentes.
Mandante do confronto, o Atlético-MG segue vivo em três competições. Além do Brasileirão, está na final da Copa Sul-Americana e na semifinal da Copa do Brasil. A conquista de qualquer um dos dois títulos garantiria uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores de 2027.
Pelo Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG ocupa a sexta colocação, com 50 pontos, quatro atrás do G-4. Diante desse cenário e da proximidade do confronto contra o Grêmio, no domingo (1º de novembro), pela semifinal da Copa do Brasil, o técnico Eduardo Domínguez poderá preservar alguns titulares no clássico.
Já o Cruzeiro concentra suas atenções exclusivamente no Brasileirão, no qual ocupa a terceira colocação, com 54 pontos. Sob o comando de Artur Jorge, a Raposa busca consolidar sua posição no G-4 e garantir uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores.
Uma vitória sobre o Atlético-MG levará o Cruzeiro aos 57 pontos, garantindo sua permanência no G-3 ao término da 33ª rodada, independentemente dos demais resultados. Além disso, a equipe celeste abrirá sete pontos de vantagem sobre o rival.
A favor do Cruzeiro estão os números da campanha no Brasileirão. A Raposa possui a segunda melhor campanha do returno, o terceiro melhor ataque e o terceiro melhor desempenho como visitante, estatísticas que reforçam a possibilidade de conquistar um resultado positivo na Arena MRV.
Reencontro após eliminação na Copa do Brasil
O último encontro entre Cruzeiro e Atlético-MG aconteceu em 1º de setembro, pela partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Na ocasião, o Atlético-MG venceu por 2 a 1, de virada, na Arena MRV, e eliminou a Raposa após o empate por 1 a 1 no primeiro confronto.
A eliminação provocou críticas às escolhas de Artur Jorge, que agora terá a oportunidade de reencontrar o rival no mesmo estádio. Em entrevista recente à Samuca TV, o treinador relembrou o episódio e reconheceu que ainda reflete sobre as decisões tomadas naquela partida.
“Eu fico remoendo porque perdi. Isso não tem a ver apenas e só com a questão de ser uma copa, porque é uma competição de mata-mata e, portanto, não tem segunda oportunidade. Mas aqueles jogos que perdi, todos eles são jogos que eu posso remoer e tenho a humildade suficiente para ter uma autocrítica daquilo que poderia, às vezes em algum momento, ter feito alguma coisa diferente”,
começou dizendo o treinador.
Ainda na entrevista, Artur Jorge destacou a importância de avaliar as decisões tomadas durante as partidas:
“Mas tudo aquilo que seja resultados adversos, nós ficamos sempre com a sensação em algum momento de que há coisas que podemos fazer diferente. Até porque, às vezes pode ser bem pior, às vezes pode ser até muito bem pior. Mas, a diferença e aquilo que é o nosso pensamento, e a nossa autocrítica, e a nossa forma de poder ver, é sempre encontrar soluções para os problemas que nos são colocados”,
avaliou.
Na sequência, o treinador ressaltou que a eliminação não deve se transformar em um peso para a continuidade do trabalho:
“Esse problema aconteceu, nós naquela altura foi a solução que entendemos ser adequada. Não conseguimos o objetivo, mas isso não pode, de forma alguma, ser um peso ou um mártir em cima de nós, porque tentamos, como disse sempre. E isso é um princípio que eu não, não fujo dele. Tentamos sempre dar o nosso melhor e o melhor para aquilo que é a caminhada ou as caminhadas que o Cruzeiro tem pela frente”,
concluiu.