Presidente do Cruzeiro, Pedro Lourenço fala sobre Gabigol e renovação com atletas em fim de contrato; confira
Cruzeiro tem cinco jogadores com contrato se encerrando no fim de 2026
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Presidente do Cruzeiro, Pedro Lourenço concedeu entrevista nesta terça-feira (29), quando falou sobre temas relacionados ao mercado da bola. Entre eles, a situação de Gabigol, que está emprestado ao Santos até o fim deste ano. Além dele, o mandatário também comentou a situação de jogadores do elenco celeste que têm seus contratos se encerrando em dezembro de 2026.
Ao todo, o Cruzeiro tem cinco jogadores com vínculo somente até o fim deste ano. Três deles pertencem à Raposa: os laterais Fagner e William e o zagueiro Lucas Villalba. Já Bruno Rodrigues e Matías Viña, emprestados por seus clubes, também têm vínculo com o Cruzeiro somente até o fim de dezembro.
Diante disso, Pedro Lourenço foi questionado se o Cruzeiro já se movimenta pensando em possíveis renovações. Na resposta, ele ressaltou que a proibição das bets no Brasil vai impactar esse planejamento:
“Olha, hoje falar em janela, do jeito que está no futebol, do jeito que está (a situação) com as bets, não tenho nem como responder isso. Porque vamos ter que refazer todo o planejamento. Quando se tira os valores das empresas, fica muito inviável o futebol, e não sabemos o rumo que vai estar isso para o ano que vem. Então, a gente tem cautela, vamos esperar, para depois tomarmos uma decisão mais viável para o clube”,
respondeu sobre os atletas em fim de contrato.
Gabigol
Posteriormente, Pedro Lourenço falou sobre a situação de Gabigol, que está emprestado ao Santos, onde é o artilheiro isolado da equipe. O atacante tem contrato com o Cruzeiro até o fim de 2028 e, portanto, uma permanência na equipe paulista envolve uma negociação entre os clubes. Diante disso, Pedro Lourenço destacou qual é a postura da equipe mineira no momento:
“Ele está emprestado ao Santos. A gente só pode conversar se fica ou se sai, depois que ele retornar, se ele retornar. Mas nós não tivemos nenhuma conversa com o Santos a respeito disso, então não temos como falar nada. Agora é esperar as coisas acontecerem, e o final do Campeonato para resolver”,
começou dizendo.
Logo na sequência, o mandatário foi questionado se o treinador Artur Jorge já tratou sobre Gabigol e uma possível utilização do jogador em 2027. Na resposta, Pedrinho ressaltou que o principal foco do clube até o fim do ano é buscar uma vaga na Libertadores:
“Artur está tranquilo. Estamos preocupados com o elenco que temos, e em terminar o Campeonato (Brasileiro) entre os quatro ou cinco primeiros, para ir à Libertadores, esse que é nosso objetivo. Esses jogadores que estão fora, retornando, vamos tratar no momento correto.”,
finalizou.
Cruzeiro pode mudar modelo de empréstimos
Além disso, existe outro fator que pode dificultar a permanência do atacante no Santos. Segundo informação publicada pela Central da Toca, o Cruzeiro adotou um novo posicionamento para a próxima temporada e não pretende mais emprestar jogadores para outros clubes enquanto arca com parte dos salários.
Esse foi justamente o modelo utilizado no atual acordo de Gabigol com o Santos. Atualmente, a Raposa paga parte dos vencimentos do atacante, enquanto o clube paulista complementa o valor.
Dessa forma, caso o Santos queira manter o jogador para a próxima temporada, a negociação poderá envolver não apenas o desejo de Gabigol, mas também uma nova composição financeira entre os clubes.
E o Santos?
Gabigol foi revelado pelo Santos e se tornou o principal destaque do time na temporada de 2026, com 21 gols e 10 assistências. No entanto, sua permanência não será simples, e o custo do atacante é um dos principais obstáculos. Recentemente, o presidente do Peixe, Marcelo Teixeira, falou sobre a questão:
“É o caso do Gabriel, por exemplo: o Cruzeiro paga parte dos salários, e o Santos complementa os vencimentos. É um contrato em que o valor hoje do Gabriel total é alto para os padrões do futebol brasileiro. Naquela oportunidade que conversávamos com o Cruzeiro, havia a possibilidade até do Gabriel vir em definitivo. Ele só não veio em definitivo porque o orçamento do Santos não conseguiria absorver naquela oportunidade todo o valor que hoje tem como seu vencimento”,
disse Teixeira.