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Patrocinadora do Cruzeiro se posiciona após proibição de bets pelo governo federal; confira

Proibição das bets foi anunciada nesta sexta-feira (25)

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Após o Governo Federal anunciar a proibição das bets no Brasil, a Flutter Brazil, responsável pela operação da Betnacional, patrocinadora máster do Cruzeiro, se manifestou sobre a decisão. Em nota, a empresa demonstrou preocupação com a medida e apontou possíveis impactos econômicos, esportivos e relacionados ao mercado ilegal de apostas.

A Flutter Brazil afirmou ter recebido com “surpresa e grande preocupação” a medida que pode resultar na proibição das apostas no Brasil. A empresa defendeu a manutenção do mercado regulamentado, ressaltando que as operadoras autorizadas pagaram outorgas, realizaram investimentos, geraram empregos e passaram a recolher tributos após a regulamentação. Segundo a companhia, a retirada dessas empresas não eliminaria a demanda pelas apostas, mas poderia direcionar consumidores para plataformas clandestinas, sem os mesmos mecanismos de fiscalização e proteção aos apostadores.

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A empresa também argumentou que a regulamentação já vinha reduzindo a participação do mercado ilegal, que teria passado de uma faixa estimada entre 41% e 51% em 2025 para 38% a 44% em 2026. Além disso, citou estudo da LCA Consultores segundo o qual uma proibição total poderia colocar em risco entre R$ 58 bilhões e R$ 73 bilhões em arrecadação entre 2027 e 2030. A Flutter destacou ainda que o setor sustenta cerca de 15 mil empregos diretos e indiretos e movimentou aproximadamente R$ 3 bilhões em investimentos em mídia em 2025, considerando 15 empresas entre os maiores anunciantes.

Por fim, a Flutter Brazil destacou os possíveis impactos sobre o esporte brasileiro. Segundo a nota, em 2025, 18 dos 20 clubes da Série A tinham casas de apostas como patrocinadoras máster, movimentando mais de R$ 1,1 bilhão por temporada nesses contratos, enquanto R$ 1,6 bilhão proveniente das apostas de quota fixa foi destinado ao esporte. Diante desse cenário, a companhia defendeu o fortalecimento da fiscalização, das políticas de jogo responsável e do combate ao mercado ilegal como alternativas à proibição.

O Cruzeiro, que tem a Betnacional como patrocinadora máster, está entre os 13 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro que contam com casas de apostas no principal espaço de patrocínio. O número representa 65% dos 20 participantes da competição e evidencia o alcance que a proibição das bets pode ter sobre os contratos comerciais no futebol brasileiro.

Veja a nota na íntegra

A Flutter Brazil sempre pautou sua atuação pelo cumprimento da legislação brasileira e pela construção de um mercado regulado e responsável. A companhia reconhece os desafios associados às apostas e a necessidade de aperfeiçoamento permanente das políticas de proteção ao jogador, fiscalização e combate à oferta ilegal. Por isso, recebe com surpresa e grande preocupação uma medida que representará a proibição ou o desmonte de uma atividade autorizada e regulamentada pelo próprio Estado brasileiro.

O Brasil decidiu regular esse mercado, estabelecendo regras, autorizações e mecanismos de fiscalização. A partir desse marco, empresas como a Flutter Brazil investiram no País, pagaram outorgas, geraram empregos e passaram a recolher tributos sob supervisão do Estado.

A demanda por apostas não deixa de existir com a retirada dos operadores autorizados. Uma proibição tende a deslocar consumidores para plataformas ilegais, onde não estão assegurados mecanismos como identificação de usuários, limites de depósito, monitoramento de transações, autoexclusão e prevenção à lavagem de dinheiro. A experiência internacional da Flutter em mercados regulados reforça que manter essa demanda no ambiente autorizado é uma das formas mais eficazes de combater a ilegalidade e proteger o consumidor.

A regulamentação, inclusive, já começou a produzir resultados no Brasil: a participação estimada do mercado ilegal caiu de 41%–51% em 2025 para 38%–44% em 2026. Ainda assim, até 44% do mercado online permanece na ilegalidade. Uma proibição colocará esse avanço em risco.

As consequências econômicas também serão amplas. Estudo da LCA Consultores, com base também em dados do Instituto Locomotiva, estima que uma proibição total poderá colocar em risco R$ 58 bilhões a R$ 73 bilhões em arrecadação entre 2027 e 2030. O setor sustenta cerca de 15 mil empregos diretos e indiretos, enquanto 15 empresas de apostas entre os maiores anunciantes investiram aproximadamente R$ 3 bilhões em mídia em 2025.

O impacto alcançará ainda o esporte. Em 2025, 18 dos 20 clubes da Série A tinham bets como patrocinadoras máster, com mais de R$ 1,1 bilhão por temporada nesses contratos. Além disso, R$ 1,6 bilhão em recursos das apostas de quota fixa foi destinado ao esporte brasileiro, incluindo o esporte olímpico e paralímpico.

Diante desse cenário, a Flutter Brazil defende a manutenção do mercado regulado e acredita que proteger a sociedade passa por fortalecer a fiscalização, o jogo responsável e o combate à ilegalidade. Como parte da Flutter Entertainment, grupo global listado na Bolsa de Nova York e com atuação em mercados regulados ao redor do mundo, a companhia seguirá colocando sua experiência e seus padrões globais de governança, integridade, compliance, gestão de riscos e jogo responsável à disposição do diálogo com as autoridades brasileiras.

Diego Marinho

Diego Marinho é um jornalista esportivo, especialista em cobertura do Cruzeiro Esporte Clube, também formado em história. Desde 2020 atuando como repórter setorista do Cruzeiro no Diário Celeste.

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