Organizada do Cruzeiro se pronuncia após processo de jogador do Atlético
A Máfia Azul divulgou uma nota da sua defesa sobre o processo
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Principal torcida organizada do Cruzeiro, a Máfia Azul divulgou uma nota após ser processada pelo goleiro reserva do Atlético, Gabriel Delfim. A organizada afirma que vai se defender no processo e confia que será inocentada.
Gabriel Delfim acionou a Justiça alegando que a Máfia Azul estaria comercializando camisetas com uma estampa pejorativa alusiva a um momento em que o goleiro trocava socos com Kaio Jorge, do Cruzeiro.
O jogador alega que a torcida organizada não tem autorização para uso de sua imagem. Gabriel Delfim pede uma indenização por dano moral e material e direito de imagem, além de exigir o fim da comercialização dos produtos. O goleiro também pede a retirada das publicações que contenham a imagem citada no processo. O valor da causa é de R$ 45 mil.
Em nota divulgada nas redes sociais, a defesa da Máfia Azul afirma que o pedido urgente para retirar o material das redes sociais da organizada já foi negado pela Justiça.
A defesa da organizada destaca ainda que não fez uso do nome do jogador, que não teve a intenção de ofender, difamar ou causar prejuízo à honra de terceiros.
Nota de esclarecimento da Máfia Azul
A Máfia Azul, por meio de seu representante legal, vem a público prestar esclarecimentos acerca da ação judicial proposta por atleta do Clube Atlético Mineiro, relacionada à comercialização de material supostamente ofensivo.
Inicialmente, é importante destacar que o Poder Judiciário já se manifestou nos autos, tendo indeferido o pedido liminar formulado pelo autor, que buscava, de forma urgente, a proibição da venda do produto e a imposição de restrições imediatas à atuação da torcida.
A decisão judicial é clara ao reconhecer que, neste momento processual, não estão presentes os requisitos legais necessários para a concessão da medida de urgência, especialmente no que se refere à probabilidade do direito e ao risco de dano irreparável, nos termos do artigo 300 do Código de Processo Civil.
Isso demonstra que:
• Não houve, até o momento, reconhecimento de ilegalidade na conduta atribuída à torcida
• Não se identificou urgência ou gravidade suficiente para justificar qualquer censura prévia
• A discussão demanda análise aprofundada, com respeito ao contraditório e à ampla defesa
A Máfia Azul reforça que:
• Não utilizou o nome do atleta em questão em qualquer material
• Não teve a intenção de ofender, difamar ou causar prejuízo à honra de terceiros
• Atua dentro dos limites constitucionais da liberdade de expressão e manifestação cultural das torcidas
Importante pontuar que manifestações visuais e simbólicas no contexto esportivo fazem parte da cultura do futebol brasileiro, sendo amplamente reconhecidas como expressões populares, muitas vezes carregadas de irreverência, sem que isso configure, por si só, violação jurídica.
A tentativa de restringir esse tipo de manifestação, sem a devida comprovação de ilegalidade, pode representar risco à própria liberdade de expressão, direito fundamental assegurado pela Constituição Federal.
A Máfia Azul seguirá respeitando as instituições, colaborando com o Poder Judiciário e apresentando sua defesa no momento oportuno, confiante de que a verdade dos fatos será devidamente reconhecida ao final do processo.
Por fim, reafirma seu compromisso com o futebol, com sua torcida e com o respeito às regras legais, repudiando qualquer tentativa de distorção dos fatos ou exploração indevida da situação.
Punição pela briga na final do Mineiro
O Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais (TJD-MG) definiu a punição dos 23 jogadores envolvidos na briga na final do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Atlético. Na ocasião, a Raposa acabou conquistando o título estadual e o jogo terminou em uma confusão iniciada pelo goleiro Everson.
Ficou definida a suspensão de quatro jogos para cada um dos 23 atletas envolvidos na briga, a punição vale para competições organizadas pela Federação Mineira de Futebol (FMF). Além disso, uma multa de R$ 400 mil para os dois clubes. O valor da multa será destinado para a Abrace Minas.
- Jogadores do Cruzeiro punidos: Christian, Matheus Henrique, Lucas Romero, Gerson, Fabrício Bruno, Kaio Jorge, Walace, Cássio, Kauã Prates, Fagner, Lucas Villalba e João Marcelo.
- Jogadores do Atlético punidos: Everson, Alan Franco, Alan Minda, Ruan Tressoldi, Vitor Hugo, Lyanco, Junior Alonso, Hulk, Ângelo Preciado, Renan Lodi, Gabriel Delfim e Mateo Cassierra.