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Matías Viña desabafa ao falar sobre afastamento no River e faz críticas a diretoria do clube argentino; confira

Jogador estava treinando separado do restante do elenco na Argentina

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Apresentado oficialmente pelo Cruzeiro nesta terça-feira (15), Matías Viña falou sobre sua passagem recente pelo River Plate. O uruguaio não entra em campo desde junho de 2026, quando jogou pela última vez na Copa do Mundo pela Seleção de seu país. Pelo River, por outro lado, havia atuado pela última vez em maio.

A ausência nos jogos do River Plate após maio aconteceu porque Matías Viña estava afastado do elenco principal. Assim, o lateral treinava separado do restante do time, junto de outros jogadores que também não estavam nos planos do clube. No entanto, Viña não gostou da forma como o afastamento aconteceu e desabafou sobre a situação, citando inclusive seu contrato:

“Tanto assim que eu tinha contrato lá com o River até fim de ano e que estavam me pagando um salário só, né, o River Plate. Então era a mesma coisa que eu fiquei lá, era uma conversa, falaram: ‘Olha, daqui pra frente a gente não vai te comprar. Porque era uma obrigação. Você não pode chegar aos 50% dos minuto’. Mas era só falar isso e eu entender e eu tratar de buscar uma solução pra eu sair de boa e não ficar dois meses, como me trataram lá, numa situação muito ruim.”,

disse o lateral.

Logo na sequência, Matías Viña fez críticas a membros da diretoria do River Plate e reforçou que tudo poderia ter sido conversado antes do afastamento. Além disso, destacou que a direção do clube argentino colocou empecilhos para sua saída:

“Ninguém lá, quando eu falo ninguém, falo o senhor Ricardo, Enzo Francescoli, me falaram nada da situação que eu ia viver depois. E depois toda a trava que botaram pra eu sair. Eu estava na disposição de rescindir contrato para eu voltar pro Brasil. Também agradecer ao Flamengo, porque sempre esteve à disposição para que se resolva essa situação que eu estava vivendo lá, que foi muito ruim.”,

disse Viña.

Agradecimento ao clube e à torcida

Apesar das críticas, Matías Viña fez questão de destacar o tamanho do River Plate e deixou claro que suas reclamações eram direcionadas especificamente à atual diretoria, e não à instituição, que considera um dos maiores clubes do futebol sul-americano:

“Mas o River não aceitava muitas coisas, não se colocava de acordo com o Flamengo. Aí não conseguia sair de lá. Tanto assim que se resolveu nos últimos dias de mercado. Eles, quando eu falo eles, não falo da instituição. Para mim o River é um grande clube, mas tem gente lá que trabalha dentro do clube, a gerência, que não está à altura do nível da instituição que está manejando lá. Mas a gerência lá fez tudo o que aconteceu pra atrapalhar todo mundo. Não só eu. Eu falo só por mim, mas tinha 14 caras lá que estavam também treinando comigo sozinhos e numa situação difícil.”,

disse.

Por fim, Viña também agradeceu à torcida do River Plate pelo apoio recebido durante sua passagem pelo clube:

“É muito longo o que aconteceu. Eu acho que daqui um tempo eu vou escrever alguma coisa nas minhas redes pra ficar tudo bem o que aconteceu. Mas eu quero agradecer à torcida do River, ao River Plate também, como instituição. […] Mas é isso, agradecer ao River. Cada jogo que eu fiz lá, à torcida por acompanhar, tanto mensagem que eu tenho também do torcedor do River Plate, desejando-me o melhor pra esta etapa aqui”,

disse.

Copa do Mundo de 2026

Matías Viña também destacou a importância de ter disputado a Copa do Mundo de 2026 pela Seleção Uruguaia. O lateral construiu uma carreira de destaque, com passagens por clubes importantes, como Palmeiras e Flamengo, onde conquistou títulos relevantes.

Ainda sobre o período no River Plate, Viña ressaltou que procurou manter-se à disposição da equipe mesmo diante da situação vivida no clube argentino:

“Eu sempre fui um profissional por lá. Já virei goleiro lá (risos), ou seja, sempre que o time precisou eu estive à disposição. E como eu falei anteriormente, eu acho que não comecei da melhor maneira, mas minha fase foi muito boa depois, acabando. Tanto que depois fui para Copa.”, disse.

Diego Marinho

Diego Marinho é um jornalista esportivo, especialista em cobertura do Cruzeiro Esporte Clube, também formado em história. Desde 2020 atuando como repórter setorista do Cruzeiro no Diário Celeste.

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