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“A melhor resposta é ganhar”: Artur Jorge analisa vitória do Cruzeiro e pressão; veja a coletiva do técnico

O treinador também comentou sobre a escolha do cobrador de pênalti oficial do time

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Após a vitória do Cruzeiro sobre o Athletico-PR, neste domingo (6), por 3 a 1, pelo Campeonato Brasileiro, o técnico celeste, Artur Jorge, analisou o resultado positivo. O comandante destacou a importância do resultado, principalmente após as eliminações nas Copas. O treinador também analisou as mudanças na equipe inicial.

“Esta vitória seria sempre importante, fosse qual fosse o desfecho do nosso jogo de Copa do Brasil. E seria sempre importante porque é uma competição diferente, uma competição onde nós temos — e relembro os mais esquecidos — somos a melhor equipe desde que cá chegamos, com 38 pontos conquistados em 54. E era importante para manter não só esse registro de excelência, mas era também importante para podermos nós continuar numa busca que temos vindo a fazer de perseguição intensa para buscarmos aquilo que é, nesta altura, os lugares que dão acesso direto à Copa Libertadores da próxima temporada.”

“Em relação às alterações feitas, são alterações feitas em função também daquilo que analisamos e vimos do adversário. Alterações que visavam também termos mais controle do jogo através da posse de bola. Nós sabemos que este Atlético é uma equipe que tem jogadores na frente muito rápidos, particularmente o Viveros, que é um jogador que gosta e procura estar sempre em situações de um para um. Nós procuramos contrariar isso com os dois zagueiros mais próximos dele e para isso era importante que não só controlássemos o destino, mas também a fonte.”

“E nós com aquilo que eram os quatro homens que fizeram um jogo extraordinário: Matheus Pereira, Gerson, Mateuzinho e Romero, pela forma como correram, como se entregaram ao jogo, foram jogadores capazes de anular os dois primeiros volantes do adversário, o Jadson e Gustavo, e depois controlar os outros mais em zonas baixas, o João e o Leozinho. Portanto, essa foi a intenção de termos também a necessidade de ter laterais corajosos para poder pegar os laterais contrários muitas vezes bem acima da nossa linha dos médios.”, iniciou Artur.

Quem é o cobrador oficial de pênaltis do Cruzeiro?

“Nós temos numa lista definida em cada uma das partidas três batedores de pênaltis. Temos porque o fazemos todas as semanas treinamos, dos jogadores que são relacionados. Temos uma lista onde hoje especificamente nessa lista Matheus Pereira, Caio e Bruno Rodrigues. Dentro disso e aquilo que seja a decisão baterem o pênalti, está tudo certo, estaria tudo errado se fosse um jogador como não tem acesso à lista.”

“Para mim, mais uma vez digo, depende sempre como nós queremos ver as coisas. E eu vejo aquilo que possa ser a argumentação de um e outro jogador para bater, ficaria mais preocupado se eles fugissem e não quisessem bater. Isso demonstraria menos caráter do que aquilo de ter dois homens a querer bater e provavelmente se perguntássemos aos outros todos eles diziam presente, eu estou cá para bater e para ajudar o Cruzeiro.”, explicou o técnico do Cruzeiro.

Por que Lucas Silva não tem ganhado minutos desde a chegada de Artur Jorge

“Eu vou-lhe responder porque eu não gosto de coisas no cinzento e eu quero as coisas preto e branco, apenas e só. Eu adoro o Lucas Silva. É um jogador de um caráter enormíssimo, tem uma história gigante dentro do Cruzeiro, que eu, que também fui símbolo de um clube em Portugal, sei o que isso significa, e o Lucas é de fato um jogador histórico aqui dentro.”

“O fato de ter jogado menos tempo comigo tem a ver apenas e só com aquilo que é a dinâmica e aquilo que é a estrutura habitual deste Cruzeiro. Somos uma equipe que está mais vezes em zonas altas a tentar pressionar, exige uma grande mobilidade, uma grande disponibilidade para termos. Nós hoje, se não tivéssemos encurtamentos sobre os quatro jogadores do meio-campo do Atlético Paranaense, nós íamos passar mal. Mas tivemos esses encurtamentos e não os deixámos jogar de forma nenhuma.”

“Portanto, aquilo que tem sido essa minha opção tem a ver com aquilo que nós também, enquanto Cruzeiro, mudámos este ano para aquilo que se jogava o ano passado aqui, por exemplo. E nós temos que perceber esses contextos, porque senão nós somos maus informadores e criamos opiniões que podem ser caóticas para aquilo que se pensa de cada um. Já lhe disse, não tenho rigorosamente nenhum problema com o Lucas Silva, pelo contrário, adoro, é um senhor no trabalho, naquilo que é o simbolismo que tem dentro do próprio clube e tem menos tempo de jogo porque eu priorizo jogadores com um nível de rotatividade, e falo de rotatividade naquilo que é o seu andamento mais alto.”

“Pode não ser importante naquilo que é a sua utilização, mas deve-o ser sempre dentro daquilo que é a gestão de um próprio trabalho para que possamos justificar o facto do estatuto que temos.”, analisou Artur.

Como foi a cobrança da diretoria após as eliminações?

Posso dizer que nós não mudamos muito daquilo que é a nossa rotina habitual. É a mesma energia de que uma equipe se apresentou para o campeonato contra o Flamengo, como se apresentou no Corinthians no meio de uma eliminatória de Libertadores. É a mesma energia de uma equipe que quer ganhar e que de fato não ganha os jogos todos, mas que se apresenta e procura ter um compromisso muito sério.”

“Agora, nós sabemos que o futebol tem isto, a vida leva-nos a muitos caminhos, leva-nos a muita exigência e eu já subi montes maiores, mas nunca subi montes de algum sem obstáculos. E esse obstáculos umas vezes superamos, outras vezes temos de dar uma volta maior para conseguir lá chegar, mas o caminho faz-se subindo e é esta a mensagem muito clara que eu posso aqui deixar.”

Não houve ninguém que tivesse ficado mais chateado que nós sobre aquilo que tenha sido, especialmente e porque foi mais… teve mais impacto esta questão da Copa do Brasil, mas também a da Copa Libertadores, porque tínhamos a ambição de seguir mais em frente, queremos chegar mais longe, queremos mais e isso quando o clube, quanto maior é, mais exigência deve existir a começar por nós, a começar por dentro, para que nós possamos ter de facto o apoio e agradeço o apoio hoje de quem cá esteve a torcer por nós, mas merecemos de facto com que haja pelo menos também empatia de quem está de fora, porque nós hoje fomos os responsáveis por levar a energia de dentro para fora.“, analisou o técnico Português.

Qual o critério para definir o cobrador de pênalti oficial do Cruzeiro?

Essa lista tem a ver com o aproveitamento em treinos, especificamente, porque nós fazemos e treinamos da mesma forma que o desempenho e o desempenho permitem aos jogadores fazerem mais vezes parte dos relacionados e depois do 11 inicial. Aquilo tem a ver com as cobranças de pênaltis também.”

“Para mim não é caso nenhum, já expliquei. Eu não percebo qual é a insistência, nem percebo por que é que nós queremos criar casos quando não existe. Aquilo que aconteceu são dois jogadores que fazem parte da lista de batedores dos pênaltis do Cruzeiro para o jogo de hoje, em que ambos queriam bater. Portanto, a mim não me choca nada, nem também confesso que não sei em detalhe aquilo que possa ter passado. Vi que estavam e conversaram entre si, não percebo o que é que disseram um ao outro, mas estavam no direito de poder decidir dentro daquilo.”

“A ordem que está específica tem a ver com uma prioridade de ser Matheus Pereira primeiro, segundo o Kaio, terceiro Bruno Rodrigues. Da mesma forma que estava no Atlético, e onde o Matheus Pereira entendeu dar a bola ao Kaio para fazer o gol que fez quando tivemos o pênalti a nosso favor no jogo da Copa do Brasil.”, afirmou Artur Jorge.

Como foi lidar com a cobrança e a pressão da torcida?

“A cobrança eu percebo, porque nós, a cobrança, não só nossa, porque já expliquei a nossa própria cobrança, a cobrança de fora também a entendo. Digo sempre que eu respeito quem me respeita e esse é um ponto principal para mim, inegociável. Eu respeito sempre quem me respeita e acredito que aquilo que seja a melhor resposta é ganhar. Há um princípio dentro do próprio clube, da própria equipe, que pode ter muitos contextos, muitas variáveis, mas aquilo que nos valida é o resultado. Ou seja, o que nós fizermos de bem ou de mal é o resultado, puro e duro, para fora, para vocês, sobretudo, e para fora, para quem quer ver as coisas de uma forma mais superficial.”

“Mas digo-lhe que o caráter, a coragem e a competência se fazem no meio do silêncio. No ruído é fácil. No ruído há muito ruído no futebol, muita gente faz barulho, culturalmente aqui então é de uma forma gratuita, mas aquilo que nós sabemos e que temos que fazer e que eu particularmente, porque fui muito visado nessas críticas e quem não sente não é filho de boa gente, também lhe digo que aquilo que é o meu resultado é o que valida o meu trabalho e o tempo no futebol é sempre amigo para que nós possamos separar a opinião do fato.”, analisou Artur Jorge.

Pessoalmente, Artur Jorge se sentirá satisfeito com a classificação para a Libertadores?

“Eu sei aquilo que foi estabelecido como meta aqui dentro do Cruzeiro no início da temporada. Eu sei quais foram os três grandes princípios e objetivos para aquilo que era Copa Libertadores, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Eu sei quais são. Eu tenho que dizer que obviamente isto pode soar a arrogância, mas não é, porque eu não tenho culpa daquilo que está para trás. Eu cheguei na nona rodada fomos a melhor equipe do Campeonato Brasileiro em termos de pontos corridos na Série A.”

“Posto isto, como é que eu não posso estar satisfeito? Obviamente que eu queria mais e tinha ambições de mais. Já lhe disse um bocadinho, acho que não me quero repetir, mas já lhe disse. A nossa frustração, e eu faço parte dessa frustração, impacta diretamente com o meu trabalho.”

“Agora, Campeonato Brasileiro, temos de facto uma necessidade extrema para podermos chegar a top 5, top 6, dependendo da Copa, o que é que vai acontecer. Mas top 5 porque queremos atingir a Copa Libertadores, é importantíssimo para nós também. E é importantíssimo, sobretudo, para que nós possamos continuar a ter o Cruzeiro nas grandes competições.”

“E nós temos ambição de para a próxima temporada estarmos na Copa Libertadores, porque queremos estar no meio dos melhores. Queremos fazer parte dos melhores. Queremos que o Cruzeiro faça parte daquilo que são as melhores equipes da América Latina. E nós vamos trabalhar incessantemente. Se tivermos que suar sangue, suaremos, mas até ao limite das nossas forças para atingir esse objetivo.”

“Mas volto a dizer: aquilo que a mim diz respeito diretamente e aquilo que me pode ser imputado ou responsabilizado são 38 pontos, melhor classificação de uma equipe da Série A desde a nona jornada até à vigésima sexta.”, finalizou Artur Jorge.

Pedro Reis

Mineiro de Divinópolis, 21 anos. Comentarista esportivo e setorista do Cruzeiro pelo Diário Celeste.

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Um Comentário

  1. TODOS OS JOGOS SERÃO UMA FINAL!!!

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