Artur Jorge destaca erros do Cruzeiro no primeiro tempo após eliminação na Libertadores; veja a coletiva do técnico
O técnico celeste lamentou a eliminação, mas descartou a possibilidade de “terra arrasada”
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Após a derrota do Cruzeiro para o Flamengo, nesta quarta-feira (19), que resultou na eliminação do time celeste da Copa Libertadores, o técnico Artur Jorge analisou o confronto dessa noite. O técnico destacou a diferença de desempenho da equipe nos dois tempos e reconheceu a dificuldade do time estrelado e a pressão sofrida na primeira etapa.
“Este é um momento duro para todos nós, para nós em particular, também para a nossa torcida, porque vivemos de ilusões e daquilo que sonhamos. Mas hoje, de fato, acabamos aqui uma trajetória de uma competição e temos realmente que olhar para aquilo que foi o jogo. Concordo com a questão do primeiro tempo em que não fomos iguais a nós próprios. Fomos uma equipe que acabou por, em primeiro lugar, por mérito do adversário também, mas também porque acabamos por estar com algumas dificuldades naquilo que era o ganho da primeira e segunda bola, permitimos a perda de muitos duelos, tivemos momentos em que não conseguimos pressionar pelas distâncias que acabamos por ficar para os nossos adversários. Tentamos corrigir no intervalo para que pudéssemos ser mais eficazes. Acho que fomos, fomos bem melhores, acabamos por ter um Cruzeiro mais próximo daquilo que temos sido. E num momento em que estávamos por cima, sofremos o segundo gol, que acaba por dificultar ainda mais a nossa ação e acabar por ditar o resultado final.”, iniciou Artur Jorge.
Quais foram os ajustes feitos no intervalo do jogo?
“Olhe, não era uma questão dos jogadores, porque os jogadores, volto a dizer, deram o seu melhor dentro de campo, deram tudo aquilo que tinham, fizeram o seu trabalho. Era uma questão mais de ajustes posicionais e daquilo que eram comportamentais. Portanto, não íamos alterar porque não era uma questão específica do jogador, e fizemos isso para a segunda metade, sobretudo com a questão de termos os nossos alas mais próximos, quer dos zagueiros contrários, para conseguirmos fazer uma segunda vaga de pressão, e termos também a capacidade de sermos mais verticais quando com bola e após ganharmos também aqueles duelos que na primeira metade não conseguimos ganhar. E tivemos algumas oportunidades depois do gol de ainda criar, mas, como lhe disse, acabamos por, no nosso melhor momento, sofrer um segundo gol que acabou por deixar mais confortável o Flamengo e tirar-nos a nós da zona de conforto e obrigar-nos a ir atrás do resultado novamente.”, comentou Artur.
Como usar essa derrota como motivação para a sequência da temporada?
“Não, nós sabemos e estivemos equilibrados daquilo que é não ficarmos eufóricos quando ganhamos, nem depressivos quando perdemos. Temos que perceber que isto faz parte do jogo. Hoje tínhamos aqui dois resultados possíveis. Temos, obviamente, que tirar o melhor que se possa tirar deste jogo para podermos dar continuidade ao nosso trabalho. Portanto, isto é um jogo, é fato que uma eliminatória, é uma competição que fica para trás para nós, mas temos ainda muito trabalho, muita coisa pela frente, quer campeonato (Brasileirão), quer Copa do Brasil. Portanto, todos nós sabemos que estes momentos fazem parte daquilo que é uma temporada e uma longa temporada, como nós temos aqui no Brasil.”, disse o técnico cruzeirense.
Qual o peso de um primeiro tempo tão abaixo do esperado pelo Cruzeiro?
“Vou voltar à primeira metade e tentar, de uma vez por todas, explicar ou tentar explicar aquilo que, quando nós temos uma equipe que acaba por ter distâncias longas entre os seus setores e os seus jogadores, acabamos por ficar mais vulneráveis porque permitimos espaços. Espaços que uma equipe como o Flamengo sabe aproveitar, porque tem qualidade individual muito grande para o fazer, e acaba por criar alguma frustração em quem está sem bola. Ou seja, passamos muito tempo da primeira metade sem bola, a tentar recuperá-la, e que quando a recuperávamos, talvez até pelo desgaste também, acabamos por não tomar as melhores decisões e fomos precipitados. Mas é o que eu digo, são 90 minutos em que é muito difícil corrigir no momento imediato, ou seja, é em momento real, porque é difícil dentro daquilo que é o próprio ambiente, mas procuramos corrigir, corrigimos e demos uma segunda parte melhor, mais próxima e real daquilo que é o valor deste Cruzeiro. Obviamente que temos que ter e poder ter 90 minutos mais consistentes para que, de fato, possamos estar mais próximos do resultado que queremos, e o resultado que queremos é sempre e em qualquer competição, ganhar a partida.”, analisou o técnico.
Quanto o peso de um jogo tão pesado afeta jogadores tão jovens como os que o Cruzeiro teve em campo?
“Não pode afetar nada, tem que ser visto sobre aquilo que é a oportunidade de tão jovens jogadores terem a oportunidade de competir numa competição destas, num ambiente destes, numa decisão como esta de Copa Libertadores. Portanto, têm é que viver, desfrutar e aproveitar para poderem crescer e evoluir, e aquilo que já lhe disse em qualquer momento, seja de vitória ou não, nunca me refugiarei sobre aquilo que é a idade ou a experiência ou inexperiência dos jogadores.”, analisou Artur.
A eliminação contra o Flamengo pesa para o confronto contra o rival pela Copa do Brasil?
“Não, olha, desde que eu cheguei em abril, nós temos vivido com um peso enormíssimo. E não sei se tem alguma noção do que é sair da vigésima posição, onde uma equipe não ganha jogo nenhum, e traz, de fato, isso sim, um peso que é em cima daquilo que é uma continuidade de maus resultados. Nós hoje tivemos aqui um resultado que é mau porque não se traduz numa eliminação, numa eliminatória, que nós queríamos e sabíamos que era bastante dividida, mas que queríamos continuar em prova, e não pode impactar em nada, porque de outra forma não podíamos estar a competir. Porque sabemos que temos cada uma dessas competições com contextos e exigências maiores, esta de Copa Libertadores, a próxima também de Copa do Brasil, mas dizer que uma equipe que tem sabido viver e ultrapassar sequencialmente desde abril até o dia de hoje aquilo que foi estar no fundo do poço para hoje estar a lutar por uma vaga direta na Libertadores na próxima temporada, demonstra muito daquilo que é o caráter e a personalidade da equipe.”, comentou o português.
Sequência de jogos contra o Flamengo
“Não temos outro caminho. Nós sabíamos que era a nossa realidade quando o sorteio ditou o Flamengo na Copa Libertadores. Não temos outro caminho que não seja olhar para a frente e podermos, como diz, levantar a cabeça para podermos dar continuidade ao trabalho que temos vindo a fazer. Portanto, não há, como hoje não tínhamos uma outra opção que não fosse poder ganhar para continuar. Hoje não deu para nós, não fomos capazes. Temos que continuar a acreditar naquilo que temos vindo a fazer, e tem sido muito, muito bom o que temos vindo a fazer, para podermos tentar vencer o próximo jogo do campeonato, tentar vencer o próximo jogo da Copa, numa sequência de jogos todos eles difíceis, de proximidade entre eles, e onde nós não podemos de forma alguma ter grande margem de erro, porque não nos é permitido, sob pena de não continuarmos esta curva ascendente que temos tido desde abril para cá.”, afirmou Artur Jorge.
O desafio de superar a primeira eliminação à frente do Cruzeiro
“A nossa vida é feita de grandes desafios e podemos medir esses desafios da forma que quisermos. Eu tenho procurado, juntamente com os meus jogadores, superar muitos dos que tivemos até aqui. Teremos pela frente a capacidade de também saber superar esta eliminação para olharmos para aquilo que resta de temporada da melhor forma. Estamos preparados e capazes de dar resposta no Campeonato (Brasileiro) e na Copa do Brasil.”, finalizou o técnico.
Jacu era do meche nas duas laterais no intervalo.
E outra Lucas Silva não joga mais não né 😡😡 CARALHOOO
Rafael Silva verdade
O grande erro foi seu que entrou com William rojas este Wesley que não joga nada isso sim
Vou apontar os erros na minha opinião, primeiro, os dois laterais estavam mal, então trocaria os dois antes do fim do primeiro tempo. O Cruzeiro estava sem saída de bola, gerson estava se escondendo do jogo, então entraria com Lucas silva que além de dar qualidade na saída de bola ainda tem melhor poder de marcação que o Gérson, esse por fim não veio para o jogo ontem, meu Deus, não marcou, não armou, ficou andando pelo campo como barata tonta, e por fim, eu faria o que o Cruzeiro fez todo o ano passado que o colocou onde chegou, marcação alta, pressão, que perdesse de 5, para o torcedor, ficou aquela sensação de que se fizéssemos diferente poderíamos pelo menos competir, ontem fomos humilhados!
Esse técnico tá achando que o cruzeiro é o Barcelona pra sair jogando de traz com esses jogadores fuleiros que está aí! O tal Rojas tá mal, william, todos da defesa. Não dá pra sair jogando, quebra a jogada lá pra frente e vai brigar pela posse de bola lá na frente, vc não tem time pra isso! Por isso fomos humilhado ontem no primeiro tempo! O cruzeiro não tem raça, falta competitividade dos jogadores, atitude, parece time de mocinhas jogando!!!