“Fomos dominadores”: Artur Jorge analisa empate do Cruzeiro com Atlético e projeta volta pela Copa do Brasil; veja
O treinador analisou o confronto de hoje e projetou o jogo de volta na próxima semana
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Após o empate entre Cruzeiro e Atlético, nesta terça-feira (25), no Mineirão, o técnico Artur Jorge, analisou o desempenho do time celeste no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. O treinador português analisou as dificuldades do time celeste e ressaltou que o adversário adotou uma postura mais defensiva. O treinador também projetou o confronto da segunda mão e destacou que a classificação ainda está em aberto.
“Boa noite a todos. Eu viria corrigir um pouco o início da sua pergunta, dizer mais um jogo que o Cruzeiro foi dominador. Porque temos feito… Uma equipe que acabou por ter o domínio do jogo. Eu diria que nós, dentro daquilo que foi o nosso jogo, tivemos pela frente um adversário que esteve mais preocupado em defender e em não sofrer. A nós competia-nos ser mais agressivos ofensivamente. Foi um jogo com pouca baliza, onde não houve grande confusão, não aproveitámos toda a energia que veio de fora da nossa torcida, porque tivemos momentos do jogo em que fomos mais pausados, quando o jogo pedia mais aceleração, mais intensidade, mais nervo lá dentro, e é um resultado que acaba por ser, creio eu, mais favorável para o adversário do que para nós, tendo em conta aquilo que era a ambição de uma e outra equipe. Mas estaremos cá e preparados para aquilo que é o jogo de volta, porque sabemos que este jogo não ia definir rigorosamente nada em relação à passagem desta eliminatória.”, iniciou o técnico.
Como pretende administrar o elenco antes do próximo compromisso pelo Campeonato Brasileiro?
“Não, eu tenho que ver agora como é que os jogadores estão. Nós temos, de fato, agora temos mais um dia, porque temos três dias para o jogo do Vasco. Sabemos que este jogo da Copa será um jogo para nós muito, muito importante, porque, como lhe disse, é uma competição e onde nós temos apenas mais um jogo para conseguirmos a nossa continuidade. Vamos perceber como é que os jogadores estão, de que forma é que nós conseguimos fazer esta gestão de todo o grupo, porque não podemos deixar de ter que ganhar no Vasco, porque também é uma competição e um campeonato onde nós estamos em crescimento e onde temos objetivos mais altos do que aqueles onde nos encontramos hoje.”, afirmou Artur Jorge.
Por que a escolha de Fagner e Villalba nesta noite?
“Vocês estão a tornar repetitivos, porque as nossas últimas conversas é porque é que joga o William e o Gabi (Rojas), e quando joga o Fagner e o Villalba, porque é que joga. Posso tornar repetitivo por isso. E eu acabo por ser repetitivo também naquilo que é a minha explicação, porque, como lhe disse, foram dois jogadores que fizeram um bom jogo contra o Flamengo também, dois jogadores que mereceram a oportunidade de estarem em campo e que nos garantem também aquilo que é a combatividade necessária para este tipo de jogos.”, disse Artur Jorge.
Qual a avaliação do empate no jogo de ida das quartas de final?
“Essa coincidência dos resultados (empates nos últimos jogos de mata-mata do time) eu creio que não é por acaso, porque é aquilo que reflete o equilíbrio entre as equipes e também aquilo que é a ambição de ambas as equipes para poderem seguir em frente na prova, sabendo que há sempre dois momentos diferentes, que é o primeiro e o segundo jogo. Para nós não nos resta outra alternativa que não ter a ambição de poder ir ganhar o jogo na casa do adversário, porque sabemos que esse é o único caminho que nos permite continuar e, como lhe disse, esta Copa é para nós um grande objetivo e, portanto, estaremos, e com toda a certeza, preparados e determinados para fazer um resultado melhor do que este, não tendo sido este um mau resultado, mas é um resultado que deixa tudo em aberto para uma final já de Copa na casa do nosso adversário, onde nós temos que nos impor também e mostrar não só competência, mas também qualidade e determinação sobretudo.”, analisou o técnico.
Por que o Cruzeiro faz um primeiro tempo tão abaixo e um segundo tempo tão acima?
“Não concordo com o conceito de termos sido piores na primeira metade. Não concordo. Acho que fomos uma equipe, se me disser que tivemos poucas finalizações, que acabámos por dar poucas vezes na baliza contrária, concordo, mas isso aconteceu durante os 90 minutos. Uma equipe que procurou defender com uma linha de cinco, mais baixa, disponibilizou três homens para a pressão só, com o Cassierra, depois o próprio Bernardo mais o Fred eram os três homens que pressionavam na frente, os outros sete jogadores mais atrás da linha da bola constantemente, acabaram por nos controlar de espaços, nós fomos passivos nessa altura e tivemos pouco ataque à profundidade, quando falo daquilo que era a nossa pouca agressividade ofensiva. É um bocadinho isso, mas isso não valida aquilo que me está a dizer, termos sido piores, não. Não fomos piores, fomos uma equipe que durante os 90 minutos sabia que era importante ganhar, sabia que era muito importante não perder e que tínhamos que deixar o campo hoje vazios de determinação. Acho que isso aconteceu, faltou um bocadinho mais de inspiração.”, disse o técnico português.
Por que o time sofreu o gol de empate no melhor momento da partida?
“Nós tivemos ali na primeira parte alguns momentos, e eu chamei a atenção disso também ao intervalo, alguns lances em que fomos displicentes, em que perdemos algumas bolas quando nada justificava, e apenas e só por mais recriação nossa do que do adversário. Nós, nesse momento em que sofremos o gol, perdemos uma bola duas vezes, duas vezes naquele momento, depois com muita gente dentro da nossa área, porque perdemos a bola no meio-campo defensivo, com muita gente dentro da grande área, com superioridade até nossa, acabamos por ter um movimento nas costas do Fagner e um passe que depois permite uma finalização do lado e dentro daquilo que era um espaço menor entre o Otávio e a trave. Portanto, é difícil de nós estarmos à procura, porque os gols normalmente acontecem em sequências de erros ou de momentos em que nós vamos permitindo, mas sobretudo olhar para aquilo que tem que ser, nós podermos, e em jogos destes mais ainda, porque estes jogos definem-se e a eliminatória define-se em gol marcado, gol sofrido e isso resulta ou traduz-se em vitória ou não vitória. Temos que ser mais competitivos naqueles momentos em que não podemos facilitar, como acabamos por facilitar no momento da perda de bola, que depois, 20, 30 segundos depois, resulta no gol do adversário.”, analisou o técnico.
A baixa utilização de Lucho Rodrigues
“É uma questão da opção minha em relação àquilo que tem… de opções para aquelas posições que tem.”, finalizou o técnico.