“Não foi um jogo brilhante”: Artur Jorge avalia empate do Cruzeiro com Chapecoense; veja a coletiva do técnico
O treinador também comentou sobre as movimentações do clube no mercado da bola
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Após o empate entre Cruzeiro e Chapecoense, o técnico celeste, Artur Jorge, analisou o resultado do jogo de ida da Copa do Brasil. O treinador afirmou que o time não teve uma boa noite, atuando com baixa intensidade, e também ressaltou o peso de fazer três jogos em sequência, com pouco tempo de descanso entre eles.
“Nós temos que admitir que não foi um jogo muito brilhante. Foi um jogo onde, na primeira parte, nós estivemos claramente abaixo daquilo que são as nossas possibilidades. Jogamos em um ritmo lento, jogamos com pouca intensidade. Na segunda parte melhoramos um pouquinho, mas não muito.”
“Temos que reconhecer internamente — para vocês pode ser completamente indiferente — que é muito desgastante jogar com dois dias de diferença. Sabemos que vamos daqui a dois dias voltar a jogar. Isso, para os jogadores, é muito desgastante, mas é o que temos. Portanto, temos que saber dar resposta.”
“Hoje a resposta não foi a melhor, mas acabamos por ter um jogo onde pareceu estarmos mais no domínio do que o próprio adversário. Mais transições, uma bola aqui, outra nas costas da nossa defesa, mas, em jogo jogado, pareceu-me que, ainda que em uma velocidade muito abaixo daquilo que nós queremos, fomos uma equipe que conseguiu circular e ter bola de trás para a frente, chegar à linha adversária, criar oportunidades e fazer um gol. Não sei se devia ter sido validado ou não, mas fizemos um gol. Mas admitimos que não foi um jogo muito brilhante da nossa parte. Temos que ser muito claros em relação a isso também.”, iniciou Artur.
Bruno Rodrigues é o substituto de Matheus Pereira?
“Não, o substituto de cada um dos jogadores que nós temos depende muito do plano de jogo e depende muito daquilo que sejam as opções que nós precisemos para cada um dos jogos. Portanto, não há uma relação direta. Umas mais do que outras, mais atrás, se calhar mais próximo disso, mas na frente não há uma relação direta entre aquele jogador que sai e o jogador que entra, que só possa ser uma substituição direta. Isso não acontece. Portanto, é mais colocar um segundo atacante do que, provavelmente, colocar ali um jogador de entrelinhas, um jogador que jogue. Foi essa a intenção, a diferença entre o Bruno e o Matheus.”, analisou Artur Jorge.
Os jogadores estão em plena forma física?
“Eu acho que a questão da forma física tem muito a ver com aquilo que é o que nós temos e o número de jogos, e o intervalo entre os jogos que têm feito em um curto espaço de tempo. Acho que tem mais a ver com isso do que propriamente outra coisa, porque acho que os jogadores acabam por aqui, especificamente no Brasil, se sentirem mais confortáveis e em melhor condição física jogando regularmente de três em três dias ou de quatro em quatro, porque depois entramos em uma questão fisiológica em que eles próprios acabam por ter essa adaptação, de estarem preparados para competir e jogarem dessa forma. Mas a verdade é que acabamos por ter jogadores que jogam mais do que outros, portanto, mais bem preparados do que outros, mais capazes em termos físicos do que outros.”, disse o técnico português.
Como não complicar o jogo, assim como foi contra o Goiás?
“E o que temos a fazer é poder ser uma equipe muito mais intensa, uma equipe mais agressiva ofensivamente, que consiga concretizar aquilo que podemos e que vamos nos propor a criar para poder construir vantagem e termos o jogo a partir do resultado, sermos mais dominantes. Portanto, ser dominante apenas com o resultado em 0 a 0 pouco ou nada significa. Temos que fazer gols para que, de fato, essa vantagem possa trazer tranquilidade à equipe, possa trazer também a serenidade para controlar o jogo a partir do resultado, e não apenas a partir daquilo que é a vantagem, eventualmente, de uma posse de bola, por exemplo.”, disse o técnico.
Qual foi a ideia de colocar Lucas Villalba como lateral-esquerdo?
“Era mais pedir capacidade física para chegar também ao último terço, ser um jogador que pudesse estar envolvido nas ações ofensivas pelo corredor esquerdo e, defensivamente, ser um jogador que pudesse acompanhar aquilo que era o jogo mais por dentro do Marcinho, que é um jogador que procura as transições e utiliza muito esse movimento de fora para dentro. Nós queríamos ter um jogador que pudesse estar confortável também nas zonas interiores, acompanhando esse movimento e fazendo com que a equipe tombasse para a direita, nesse caso concreto, ficando nós com uma linha de três zagueiros, ou três defensores, se quisermos, que pudessem controlar aquilo que eram os três homens mais adiantados.”, explicou Artur Jorge.
Qual a importância de dar mais minutos para todos os jogadores do elenco?
“É nós tornarmos o elenco competitivo. Esse é o grande segredo de nós podermos, ou tentarmos, nivelar os jogadores que temos no elenco para que possam estar preparados quando a oportunidade chegar. Eu falei nisso durante a intertemporada e isso foi muito importante. Conseguimos fazer isso com margens muito pequenas de diferença de tempo de jogo entre os jogadores que temos no elenco, todos muito próximos daquilo que nós queríamos.”
“Nesta altura, aquilo que nós procuramos é, de fato, ter todo mundo preparado, disponível, porque sabemos que Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores vão exigir muito de nós e nós vamos ter momentos em que todos vão ser úteis. E essa utilidade passa por estarem preparados, serem capazes de corresponder àquilo que é a exigência da equipe, do ponto de vista físico também, mas, sobretudo, daquilo que eles entregam em campo, para que nós possamos ter poucas oscilações. Porque não é meu hábito fazer grandes mudanças na equipe, no onze inicial, de um jogo para o outro, mas que, quando houver mudanças nas peças, a equipe não perca desempenho e mantenha a consistência do seu nível de atuação.”, disse o técnico.
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“Temos falado naquilo que é necessidade. Nós sabemos que a perda do Pec e do Sinisterra abriu uma lacuna grande naquilo que eram as nossas opções, opções de jogadores de maior qualidade, e estamos fazendo um esforço, todos nós, para tentar equilibrar o elenco. Não é fácil, temos tentado e procuramos fazer com que possam chegar um, dois, três jogadores. Depende um pouquinho daquilo que possa ser o mercado e daquilo que ele possa nos oferecer. Mas temos trabalhado de forma muito consciente, de uma forma muito unida, para que possamos tomar as melhores decisões e acertar naquilo que possa ser a chegada de novos jogadores para acrescentar à equipe.”, finalizou o treinador.