“É deles a vitória”: Artur Jorge exalta jogadores após triunfo do Cruzeiro sobre o Bahia; veja a coletiva do técnico
O treinador também comentou sobre a escolha por Viña na zaga e sobre o planejamento para 2027
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Nesta quinta-feira (5), o Cruzeiro venceu o Bahia por 3 a 2, em jogo válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado positivo, o time estrelado segue na terceira posição na tabela do Brasileirão. Após o fim da partida, o técnico Artur Jorge analisou os três pontos conquistados diante da sua torcida.
“Boa noite a todos. Olha, a mim, tenho que ser muito sincero, me agradou tudo, tudo aquilo que eu hoje tive, de emoções e daquilo que é sair daqui com uma vitória, sair daqui tremendamente feliz, muito, muito satisfeito. Hoje muito feliz mesmo. E por uma razão muito simples. Esta é uma vitória inteiramente dos jogadores. É uma vitória que eu tenho que entregar aos jogadores, porque foram, de fato, incansáveis na entrega, foram muito valentes, foram bravos em todos os momentos. Souberam sofrer. Tínhamos e trazíamos algumas adversidades para o jogo. Durante o jogo, mais algumas, às quais os jogadores deram uma resposta tremenda. Estou extremamente satisfeito, obviamente, pelo resultado, que é mais uma vitória frente a um rival dentro do mesmo objetivo. Uma equipe boa, que joga muito bem também, gosta de ter bola, uma equipe que tem uma mobilidade e que, se não formos agressivos pressionando, nos obriga a correr muito. Mas o resultado foi bom, mas eu estou extremamente satisfeito e rendido aos meus jogadores por aquilo que hoje fizeram aqui em campo. É deles a vitória. O meu obrigado por aquilo que eles hoje entregaram dentro de campo para conseguir esta vitória.”, iniciou Artur Jorge.
Teve alguma virada de chave dentro do jogo para a vitória? Como preparar um jogo tão importante com tantos desfalques?
“Não, foi desde o primeiro minuto. Não tem momento nenhum de virada. Para além de tudo isso, aquilo que acrescentou. E eu vejo o fato de estarmos atrás de um resultado. Até o próprio pênalti perdido pode desestabilizar uma equipe. A equipe se manteve sempre muito focada naquilo que era a busca do objetivo. Defendeu quando tinha que defender, atacou muito bem quando tinha que atacar. Mais uma vez, fizemos três gols, criamos mais umas quantas chances para fazer mais alguns gols, ou seja, o nosso xG (probabilidade de marcar o gol) foi três e alguma coisa, portanto, o que demonstra a forma como nós nos posicionamos e atacamos o gol adversário.”
“Mas acho que é desde o primeiro minuto. Foi um jogo em que tivemos, de fato, um comportamento. E qual é o segredo? O segredo é aquilo que nós temos tentado trazer para dentro do Cruzeiro, que é a competitividade interna, é conseguirmos criar condições para que, em cada treino, tenhamos esta competitividade e esta qualidade também para podermos, quando acontece de termos esta obrigação ou as mudanças que se pretendem fazer, ter jogadores correspondendo.”
“Hoje tivemos cinco jogadores que foram para dentro de campo, que deram uma resposta, todos eles, muito boa. E seja quem jogou quase 90 minutos, que foi o caso do Vinã, ou quem entrou na última substituição, que foi o Lucas (Silva), que jogou os últimos 10, 15 minutos, todos eles estiveram em um nível muito bom. E isso só se consegue quando treinamos bem, quando os jogadores se dedicam, quando os jogadores estão dispostos, quando os jogadores entendem o papel que têm.”, analisou o técnico celeste.
A força do Cruzeiro dentro do Mineirão
“Eu acho que é o momento, porque nós também já fomos acusados de ter oscilado muito, também já tivemos momentos em que aqui discutimos que oscilamos ou que não conseguimos fazer aquilo que devíamos fazer. Neste momento, estamos, de fato, em um bom momento, em uma sequência de vitórias importantíssima para esta reta final. Estamos entrando naquilo que é a fase final e decisiva do campeonato, em que nós temos, depois de um trabalho enorme, que foi, e eu sempre disse isto, que em termos de campeonato é ficar rendido àquilo que esta equipe tem feito, de vir da última posição para a terceira.”
“Neste momento, a cinco jogos do fim, e em que nós temos, digo que, como grande objetivo, com todas as forças, conseguir segurar este lugar, porque nos custou muito chegar aqui. Trabalhamos muito, tivemos que ultrapassar muitos obstáculos. Foi, de fato, uma caminhada longa, de grande sacrifício também, de momentos menos bons, mas de muitos muito bons. E aproveitar agora este momento que temos, porque é a hora da decisão e em que nós não queremos colocar a perder aquilo que nos deu trabalho e pelo qual lutamos muito para chegar aqui.”, disse Artur Jorge.
Questionamentos sobre o período de descanso concedido ao elenco durante a última Data FIFA
“Sabem lá bem como dizem. Em relação a isso, o que é que sabem então dizer se é longo ou se é curto? Aproveitem e contem agora e comparem os pontos dos outros e os nossos. Não tem uma coisa a ver com a outra… Nós não devemos resposta a ninguém. Nós fizemos o nosso trabalho normal, não devemos resposta a ninguém. Isso deixamos ficar um pouquinho de lado, essa questão.”
“Não, esse descanso? Não, não, não. Não, nós, já falei aqui, acho que logo em seguida, talvez até depois do São Paulo, falei sobre isso, porque vocês, e entendam, imprensa, não estou aqui individualizando ninguém, ficaram muito preocupados em arranjar temas para aquilo que é o que querem falar. E vocês podem dizer que é pouco, até podem dizer que é muito. Para mim, dá exatamente igual. O meu trabalho é pensado naquilo que eu proponho para a equipe. Aquilo que é importante para mim é depois estarmos preparados para ganhar jogos. Não há nenhuma função. O que é que vocês vão achar ou o que é que não vão achar.”
“Felizmente, nem isso tenho internamente. O meu presidente não me cobra se eu dei mais um dia ou menos um dia. Nós sabemos aquilo que estamos fazendo. Nós sabemos o que trabalhamos e aquilo de que precisamos. Agora, se foi importante, digo que não, para não estar aqui tentando arranjar uma, ou validar aquilo que foi a nossa opção de planejamento, como planejamos com outros. Cada um sabe aquilo que faz e aquilo que tem que fazer, e às vezes vale mais vir menos vezes e trabalhar bem nos outros do que vir muitas e não fazer nada.”
‘E nós temos um plano de trabalho que implica trabalhar arduamente quando estamos para trabalhar, descansar quando temos que descansar e saber que, com isso, temos que estar prontos e preparados para corresponder, ganhando jogos. E nós ganhamos jogos, felizmente, mas não tem unicamente a ver com isso, porque senão isto era uma fórmula. Não há fórmulas mágicas no futebol, não há dois mais dois para dar quatro. Futebol, cada um tem a sua forma de trabalhar, cada contexto é um contexto, cada momento é um momento.”
“Para nós, foi naquela época o melhor daquilo que nós pensamos para a equipe e teremos agora uma próxima Data FIFA e vamos agir exatamente da mesma forma, pensando sempre no melhor que a equipe tem. Portanto, não perguntem se tivemos mais ou menos tempo de descanso, se os cinco jogos agora já estão ganhos, porque senão nem apareceríamos para jogar. Temos que trabalhar muito, temos que dar muito daquilo que é a nossa entrega, mas sabendo que a parte física e a parte mental têm também que buscar o equilíbrio para conseguirmos estar aptos, preparados e corresponder à exigência e à grande exigência que nós temos de vestir a camisa do Cruzeiro.”, respondeu o técnico Cruzeirense.
Matías Viña treinou para atuar como zagueiro?
“Nós às vezes temos, durante, durante toda uma semana de trabalho, temos a oportunidade de poder experimentar situações diferentes. E basta vocês pensarem um pouco daquilo que possa ser a nossa preparação com todos os jogadores disponíveis. E vão facilmente entender que isto é uma situação que já aconteceu conosco em treino. Quando treinamos e preparamos o Villalba para jogar como lateral esquerdo, ficamos com três zagueiros apenas. E como tínhamos o Gabi (Rojas) e tínhamos três laterais direitos também para fazer o papel, como aconteceu do Kauã (Moraes) também já ter feito muitas vezes lateral direito, de zagueiro do lado direito, às vezes por necessidade e encaixe diante daquilo que é fazermos uma linha defensiva de quatro.”
“E quando pensamos, ou duas linhas, desculpem, quando preparamos e fazemos isso para colocarmos e puxarmos o Villalba para fora, vai faltar gente no meio. E vai sobrar gente fora. E então tivemos a oportunidade, talvez fomos felizes por isso também, porque isso aconteceu e acabou por dar a ele também algum tipo de conforto, de conhecimento da posição. Fizemos isso algumas vezes. Mas mais por aquilo que era, confesso também, sobre aquilo que era prepararmos uma outra linha defensiva do que propriamente estar experimentando os jogadores naquela posição específica.”, afirmou o treinador português.
O planejamento para 2027 já começou?
“Nós temos feito isso já há algum tempo. Com o Paulinho e com o Bruno Spindel, nós temos discutido muitas vezes isso. Obviamente que são os primeiros esboços daquilo que é a necessidade que possamos ter, olhando para dentro, como eu disse sempre, que vamos olhar para dentro para conseguirmos pensar naquilo que possa ser. Pode fazer. Daquilo que possa fazer para a frente.”
“Mas há um dado muito importante. Nós não garantimos nada. Nós temos ainda jogos muito difíceis, inclusive jogando contra o Fluminense, por exemplo. Não sei o que é que vai acontecer amanhã em termos de resultados. Tudo isto é uma… é ainda muito vago. Agora demos um passo bom, ou seja, nós estamos conseguindo fazer aquilo que é o caminho necessário para atingir. Mas estamos, digamos que, com dois caminhos naquilo que é o trabalho que nós fazemos de equipe para atingir o objetivo que é fundamental para nós e também porque estamos aqui e temos gente competente para fazer isso, para aquilo que possa ser a avaliação e para também os próprios jogadores saberem que o desempenho deles, às vezes, pode ajudar ou prejudicar naquilo que é a tomada de decisão no final da temporada.”
“Portanto, é o momento de todos darem o seu melhor e de ajudarem, porque as decisões são tomadas no momento certo, com consciência, para, mais uma vez, podermos dizer que vamos preparar ou tentar preparar o melhor Cruzeiro para a próxima temporada.”, disse Artur.
Momento vivido por Gabriel Rojas
“É importante para ele, para poder validar aquilo que é o trabalho que tem feito. Foi tirado das opções nos últimos jogos para jogar o Villalba. Não é uma posição fácil para ele e para o Vinã, sobretudo para eles, porque estamos tendo um zagueiro lateral esquerdo que está jogando nessa posição quando temos dois laterais ali. Mas o jogo, ou os jogos, nos pedem muitas vezes algo diferente e nós também temos que estimular este tipo de reação, de poder ter o jogador sempre em alerta, no limite, para poder dar o seu melhor. E hoje nós percebemos que o jogador teve a oportunidade, foi para dentro de campo, 90 minutos ótimos. Mais uma vez, correspondendo àquilo que eram as expectativas que nós tínhamos também dele.”, finalizou Artur Jorge.