“Dedico à nossa torcida”: Artur Jorge celebra triunfo do Cruzeiro sobre o Vitória; veja a coletiva do técnico
O técnico valorizou o resultado conquistado fora de casa e analisou o desempenho do time nesta tarde
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Neste domingo (20), o Cruzeiro foi até o Barradão e venceu o Vitória por 3 a 1, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. O comandante celeste, Artur Jorge, explicou que a diferença em relação à etapa inicial esteve principalmente na proposta de jogo, e não apenas nas substituições. O treinador também destacou o empenho do elenco e dedicou a vitória à torcida.
“Eu destaco essencialmente aquilo que é a vitória dos 90 minutos, de um elenco do Cruzeiro. Nós sabemos e não tem sido muito fácil aquilo que é gerir toda esta parte emocional, que nos custou e que nos pesou com aquilo que foi a eliminação das copas, os momentos que vivemos a seguir, difíceis também e onde precisávamos e precisamos de apoio daquilo que é quem de facto gosta de nós, porque para adversários e inimigos nós já temos muitos.”
“Hoje o grupo de jogadores fez um jogo muito competente, foi muito combativo. Também concordo consigo que tivemos diferenças na primeira metade e na segunda, mas tem a ver apenas e só com aquilo que foi a proposta de jogo, a nossa e a do adversário, não tem só a ver com uma questão das peças e dos jogadores que entraram dentro de campo.”
“Claro que fomos felizes também imediatamente ao início, ao reinício da segunda metade, ao fazer o gol. Foi importante para nós, deu-nos um ânimo diferente. Destaco essencialmente o empenho, o trabalho de todos os jogadores para conseguir aqui hoje uma vitória, uma vitória que dedicamos à nossa torcida, porque é justo e é merecida para eles também.”, iniciou Artur Jorge.
Qual o impacto da nova pausa no calendário?
“Não, as coisas têm a fluir de uma forma natural. Eu tenho que poder dizer que as coisas, e de uma forma geral, aquilo que é os números que nós temos de pré-Copa e pós-Copa, há aspectos que estão menos, mas também há muitos que estão mais, porque nos permitiu ter um tempo de trabalho maior, nos permitiu ter também um descanso importante para sobretudo aliviar a parte mental e depois voltarmos a trabalhar dentro de um período que foi longo, muito longo. Diria que quase na Europa é como começar de uma época para a outra.”
“Esta parada é mais curta, é uma parada apenas e só de alguns dias para nós. Em termos de trabalho será mais longa em termos de competição, mas de trabalho é mais curta, e nós vamos aproveitar naturalmente, como sempre, para melhorar, porque continuam a faltar os pontos necessários para aquilo que é o objetivo nosso.”
“Estamos nesta altura em perseguição àquilo que é entrar no top 5 (G5), como sempre o disse aqui também. Olho para isso como um objetivo, não uma obrigação. E um objetivo para mim é poder ter um grupo de trabalho que busca incessantemente e vai trabalhar, com toda a certeza, muito para conseguir. Agora, há muitos fatores que acabam por condicionar aquilo que seja resultado, aquilo que seja exibição, aquilo que seja o momento até da própria equipe. O momento anterior com não vitórias para nós é pesado, é desanimador, mas mais uma vez conseguimos aqui mostrar, enfrentando um adversário muito difícil neste campo, que é muito difícil jogar aqui, é uma equipe muito física, uma equipe muito aguerrida e quando falamos da fisicalidade da nossa equipe, muitas vezes daquilo que é a entrega, nós hoje tivemos aqui um bom rival, porque nos obrigou a pôr também a parte física dentro de campo.”, analisou o técnico cruzeirense.
Como foi a preparação do Cruzeiro após a derrota para o Santos?
“Trabalhamos muito para conseguir vencer o Atlético Paranaense, para conseguir vencer o Santos, para conseguir vencer o Vitória. Vencemos dois desses três jogos que falei, de uma forma em que trabalhamos igual, dedicadamente e dando o melhor sempre para conseguirmos o resultado que queremos.”, disse Artur.
A utilização de três zagueiros na reta final do jogo e a opção por João Marcelo na vaga de Fabrício Bruno
“A questão dos três zagueiros tem a ver apenas e só com uma questão estratégica, tendo em conta aquilo que era um adversário que iria procurar o último terço para ter cruzamentos para a nossa grande área. Dessa forma, nós procurámos e tentámos fazer com que o Fabrício, ao entrar, se juntasse ao Jonathan e ao João Marcelo, onde, quando houvesse bolas mais afastadas da nossa grande área, o João Marcelo tinha a missão de subir e crescer para o lado do Mateuzinho, dessa forma, continuar com uma linha de quatro e, apenas e só no momento do jogo lateral do adversário, entrar então, sim, assumidamente como terceiro zagueiro para termos jogadores capazes de anular aquilo que eram bolas aéreas e onde o adversário insistentemente procurou, a partir daí, chegar a tentar criar perigo.”
“A questão da escolha. Eu faço-te uma pergunta: se fosse o João Marcelo a ficar de fora, fazia a mesma pergunta? Fazia? Então está respondido, quer dizer que os dois tiveram bem e que é uma questão apenas e só de opção do treinador.”, finalizou Artur Jorge.