Artur Jorge avalia empate do Cruzeiro e aponta falha: “Defendemos o resultado cedo demais”; veja
O comandante aproveitou para analisar seu primeiro mês de trabalho à frente do time estrelado
Receba as principais notícias do Cruzeiro no seu WhatsApp!
Após o empate do Cruzeiro com o Goiás, pelo jogo de ida da 5ª rodada da Copa do Brasil, o técnico celeste, Artur Jorge, analisou o resultado dentro do Serra Dourada. O resultado desta noite, marcou o primeiro empate do treinador português no comando do time celeste.
“Bom, nesta altura, aquilo que lhe posso dizer, de uma forma geral, sobre a questão do jogo, acho que foi um jogo equilibrado, um jogo cujo resultado se pode aceitar, tendo em conta aquilo que foi o desempenho das duas equipes. Eu particularmente não gostei dos primeiros 20 minutos da minha equipe. Acho que a primeira parte foi uma primeira parte em que jogámos a uma velocidade abaixo daquela a que vínhamos jogando. Fomos corrigindo, fomos melhorando. Acho só que fomos mais perigosos do que o adversário. Mas o resultado temos que aceitá-lo, por aquilo que foi a entrega das duas equipes, e sofrer um golo no último minuto faz parte do jogo também.”.
“Acaba por não ter muito a dizer sobre isso, porque recuámos, talvez, ou baixámos e tentámos defender o resultado cedo demais. E depois ficámos expostos a este tipo de lances mais fortuitos que nos penalizaram hoje com este empate.”, iniciou Artur Jorge.
Qual o critério para definir a titularidade do Otávio no gol?
“Aquilo que foi a aposta do Otávio tem a ver com este jogo. Não tenho por hábito nenhum padrão de poder usar jogadores em determinadas competições apenas e só. Mereceu uma oportunidade, a oportunidade foi dada, jogou, e no próximo jogo logo veremos qual vai ser a nossa aposta.”, afirmou o treinador.
Qual o motivo de deixar Gerson fora do jogo de hoje?
“Digo sempre que tem a ver com a opção, a opção de nós podermos, mas que muitas vezes as opções que tomamos são fundamentadas em diversos fatores. No caso concreto do Gerson, claramente tem um volume de jogos alto, e onde nós precisamos também do cuidado de o preservar, acima de tudo, porque também temos jogadores para a posição que nos podem garantir o mesmo equilíbrio em termos de desempenho, mas também pensando naquilo que é a sequência que temos. Este jogo não tem menos do que aquilo que nós vamos ter pela frente, mas onde achamos que era o momento oportuno para poder ter outros jogadores em campo que não o Gerson.” disse o técnico português.
Como lidar com a falta de eficiência nas oportunidades ofensivas criadas?
“Nós temos feito gols em todos os jogos, e basta lembrar que, nos últimos dois jogos, nós fizemos quatro gols. Agora, realmente, para o volume de oportunidades que criamos, nós podemos ser mais agressivos ofensivamente. E, quando digo isso, digo que finalizamos mais vezes. Aquilo que nós criamos, as oportunidades. Ou seja, isso quer dizer que nós andamos ali muito perto, andamos ali muito dentro da área contrária, mas falta-nos, de facto, ter um instinto mais matador.”
“Falta-nos ser mais agressivos ofensivamente, e é o termo que eu consegui encontrar para isso, para que nós possamos ferir mais o adversário, ter o controlo com gols e resultados do jogo, que, pelas oportunidades que criamos, acho que podemos ou podemos fazer ainda mais e tentar finalizar mais vezes do que aquelas que nós temos feito.”, afirmou Artur Jorge.
Qual maior dificuldades a equipe enfrentou diante do Goiás?
“Nós tivemos uma dificuldade maior na primeira metade do jogo, que foi poder controlar a dinâmica daqueles três meio-campistas, mais o quarto homem que vinha de fora para dentro, para nós conseguirmos anular o jogo pelo meio. E, por aquilo que era a nossa tentativa de pressionar no campo de ataque, acabamos por ter ou cometer alguns erros em zonas mais baixas, mais próximas da nossa linha defensiva, que não conseguimos corrigir. Acabamos por corrigir e melhorar bastante na segunda metade, mas essa terá sido uma das maiores dificuldades que nós tivemos naquele primeiro momento, até que o time pudesse corrigir e encontrar a forma correta para poder anular esse tipo de jogo.”, disse Artur.
Qual o balanço do primeiro mês de trabalho à frente do Cruzeiro?
“O balanço é muito positivo da minha parte, sobretudo porque tenho tido o rendimento, a entrega e o compromisso do meu grupo de trabalho. É fundamental para mim validar o meu trabalho pessoal com aquilo que são os resultados dos jogadores. E os resultados não enganam. Nós temos quatro vitórias, um empate e duas derrotas.”
“Acho que é um salto muito positivo para um time que estava numa situação difícil, digo, em termos de resultados e até emocionalmente. Nós conseguimos e vemos hoje um time que está extremamente comprometido, que tem uma atitude comportamental dentro de campo muito positiva, que é uma equipe agressiva, uma equipe que defende bem, que cria muitas oportunidades, como falamos, que tem feito gols em muitos jogos, portanto é uma equipe que tem evoluído. Precisamos de evoluir ainda muito mais, temos muito trabalho pela frente.”
“O primeiro mês é muito positivo daquilo que eu entreguei no meu trabalho e do retorno que tive por parte dos jogadores. Agora, sabemos que temos um longo caminho pela frente e estamos ainda longe daquilo que possa ser a nossa satisfação pessoal, em termos de resultados e também de desempenho.”, disse o técnico.
Quando será o jogo de volta da Copa do Brasil entre Cruzeiro e Goiás?
A partida de volta envolvendo Cruzeiro e Goiás, válida pela quinta rodada da Copa do Brasil de 2026, está marcada para o dia 12 de maio de 2026, uma terça-feira, às 21h30 (horário de Brasília), no Mineirão, em Belo Horizonte. Esse confronto é decisivo para determinar quem avança às oitavas de final do torneio.