sexta-feira, maio 14, 2021
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Uma freguesia centenária

Assim como nosso time, o clássico Cruzeiro x Atlético também completa 100 anos

Salve Nação Celeste!!!

Scarpelli, Polenta, Ciccio, Quiquino, Américo, Kalim, Lino, Spartaco, Nani, Henriquetto e Atílio

Esse foi o time do Palestra que entrou no campo do Prado Mineiro em 17 de Abril de 1921, há cem anos atrás, para enfrentar o Athlectico Mineiro.

Ninguém àquela altura poderia imaginar que o jogo preliminar a Lusitano x América seria o primeiro de um dos maiores clássicos regionais do País, quiçá do Planeta.

Nesse dia anunciava o jornal ‘Diário de Minas’ que ‘…bater-se-ão os quadros do Athlectico e Palestina (sic), sendo offerecido ao vencedor uma rica medalha de ouro’.

Pois assim foi.

O público que lotou o estádio de futebol instalado em meio ao Hipódromo do Prado Mineiro estava lotado.

Esperavam para a preliminar das 14 horas uma goleada do nosso rival, fundado já há 13 anos, campeão da cidade de 1915, contra um time que se encontrava para apenas seu segundo jogo na vida.

Bola rolando e um susto.

Uma surpresa.

Logo aos dois minutos de jogo o atacante Atílio abriu o marcador para o Palestra.

Mais meia hora de partida e o mesmo Atílio aumentou.

Já aos 23 minutos da etapa final quem anotou foi Nani, o herói da estreia palestrina, dando números finais ao placar.

UM SONORO 3-0 para não deixar dúvida a que vinha o novo time!

O mesmo Diário de Minas relataria no dia seguinte o domínio do Palestra e dizia sobre os atacantes rivais ‘medíocres, salvo uma ou outra exceção’.

Dos jogadores do Cruzeiro, ‘Atilio foi o melhor player, demonstrando raro esforço e habilidade. Nani também se distinguiu’.

Há também um detalhe bastante curioso nesse jogo: ele seria apitado por João Brito, mas por motivos desconhecidos o jogo fora intermediado por Aleixanor Alves Pereira, nada menos que um dos fundadores e ex-presidente do Athlectico!

Dá pra ver que o time de lá sempre gostou de se valer de meios escusos para se beneficiar.

Já do lado de cá, Palestra virou Cruzeiro; mas o nascer operário, o time do povo, da raça, conseguiu manter por muito tempo suas origens.

O clássico, como se sabe, seguiu acirrado até a década de 60.

Daí pra cá, um massacre, um abismo entre as duas histórias, confirmada no jogo do último domingo 11/04 em que um (hoje!) macambuzo Cruzeiro bateu o neo-milionário Athlectico.

Nunca mais foi rivalidade; virou disparidade!

Fotos: Acervo do Cruzeiro / Hoje em Dia / Superesportes

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