terça-feira, julho 27, 2021
HomeNotíciasUma campanha ruim, resultado de um péssimo começo

Uma campanha ruim, resultado de um péssimo começo

Assim que a partida contra a Caldense terminou, iniciamos a nossa live de pós jogo, em nosso canal no YouTube, e também em nosso Instagram. No entanto, me surpreendeu a forma com que parte da torcida tratou o resultado da partida de ontem.

Começo da competição

O Cruzeiro iniciou o Campeonato Mineiro enfrentando a equipe do Boa Esporte, ainda em janeiro. Naquela ocasião, dos 14 jogadores que atuaram, 10 eram das categorias de base. Sendo que a grande maioria, ainda não havia recebido muitas oportunidades, nas temporadas anteriores.

No começo de 2020, a situação do Cruzeiro era tão complicada, que Adilson Batista, treinador na época, não tinha um número de jogadores que fosse suficiente para treinar. Era um misto de jogadores saindo, com jovens subindo sem uma “transição”, que seria o ideal.

Adilson Batista conviveu com muitos problemas no começo da temporada. Mas após algumas partidas, alguns reforços começaram a chegar à equipe. Fato é que no comando do Adilson, não tivemos um padrão de jogo, o Cruzeiro sofria enfrentando qualquer equipe do Campeonato Mineiro, mesmo quando vencia.

Números do Adilson Batista

Foram 12 jogos da equipe no comando do Adilson Batista, apenas 4 vitórias, 4 empates e 4 derrotas. Um aproveitamento bem abaixo do comum, se falando de Cruzeiro em disputa de um Campeonato Mineiro. O treinador não resistiu e acabou deixando a equipe após a derrota para a equipe do Coimbra, no Mineirão.

A equipe do Coimbra que lutava contra o rebaixamento, na ocasião, a torcida já estava com muitas críticas em cima do Adilson. Na partida do dia 15 de março, o Cruzeiro jogou muito mal, acabou sofrendo mais uma derrota, e a torcida perdeu de vez, a paciência não só com Adilson Batista, como também com Ocimar Bolicenho, diretor de futebol na época, que também deixou a equipe.

A chegada do Enderson

Enderson Moreira foi o contratado, chegou durante a pandemia, chegou a equipe sem poder trabalhar, já que as atividades estavam paralisadas. O futebol voltou, e junto com ele voltou uma pressão para o Cruzeiro. Que precisava obrigatoriamente vencer suas duas últimas partidas da primeira-fase do Campeonato Mineiro, tirar um saldo de gols de diferença da Caldense que era enorme. Ou então, contar com uma combinação de resultados, e esperar um empate ou uma derrota do Atlético-MG na última rodada.

No entanto, a equipe retornou muito bem, vencendo por 3 a 0 uma equipe totalmente desmontada, a equipe do URT foi uma das que mais sofreram durante a pandemia. A equipe precisou se remontar já que perdeu vários jogadores e inclusive o treinador, durante a pausa no futebol. O Cruzeiro enfrentou uma equipe que estava treinando apenas à 10 dias. Mas conseguiu fazer sua obrigação, e venceu jogando bem.

Na rodada seguinte a pressão aumentou, já que a Caldense venceu, o Cruzeiro precisava vencer por três gols de diferença, ou então vencer a Caldense por um placar simples torcer para um empate ou uma derrota do Atlético, que enfrentaria o lanterna do Campeonato Mineiro, algo pouco provável de acontecer.

Campanha ruim, resultado de um péssimo começo

No resumo de tudo que aconteceu no Campeonato Mineiro, o Cruzeiro sofreu por ter no comando um treinador que a tempo já não havia conquistado bons resultados dentro de campo, em nenhuma outra equipe que passou. Por ter um diretor de futebol que durante sua curta passagem no Cruzeiro, mostrou pouca competência na sua função, e fez péssimos negócios. E também pelos problemas que havia passado, precisando utilizar os jogadores da base, que eram a única saída do clube, diante da gravíssima crise financeira.

Fato é que diante de tudo que aconteceu, com o resultado que a equipe precisava conquistar na última rodada. O clube ainda teve o desafio de jogar em um “pasto”, um gramado que não é visto nem em campos de bairros. É totalmente inaceitável, jogar futebol profissional em um campo nas condições que estava o estádio Ronaldão.

gramado ronaldão

Com tudo isso, é muito triste ver comentários de alguns torcedores, criticando jogador A ou B, pela atuação diante da Caldense, em um gramado que nenhum jogador profissional, está acostumado a atuar. Vamos analisar os pontos a melhorar, mas vamos entender, que a equipe do Enderson Moreira, apresentou nas duas partidas, um futebol diferente do que estávamos vendo no começo da temporada.

A impressão que fica, é que se o Enderson Moreira tivesse uma partida a mais no comando do Cruzeiro, antes do término da fase de grupos, ele teria conseguido levar a equipe para a semifinal. No entanto, agora o que resta é aguardar o início do Campeonato Brasileiro, que é o principal e deve ser o único foco do Cruzeiro na temporada, o acesso à série A.

Mas antes desse início de Campeonato Brasileiro, ainda teremos pela frente um Troféu Inconfidência, disputado pelo 5º, 6º, 7º e 8º colocados do Campeonato Mineiro. Já no domingo o Cruzeiro receberá a equipe da Patrocinense pela semifinal do Inconfidência. A disputa é jogo único, e será mais uma boa oportunidade para o Enderson testar, antes do início da Série B.

Dyhego Salazar
Nascido em 14 de Julho de 1994, apaixonado pelo Cruzeiro Esporte Clube e cobrindo o Cruzeiro através do Diário Celeste.

1 COMMENT

  1. Concordo com todos os pontos levantados. Não podemos colocar nas costas do Enderson e dos jogadores. Se o incompetente do Adilson Batista tivesse ganhado do Coimbra estaríamos classificados. A situação do gramado , horroroso. É se unir para começar bem o Brasileiro. Aproveitar essa copa inconfidência pata testar os garotos da base.

Deixe uma resposta

Páginas Heróicas

Pablito, humildade e gargalhada

Salve Nação Celeste!!! CENA 1: Eu, esse que vos escreve, evoluindo dia a dia na arte de driblar a toxicidade das redes sociais e conseguindo ser...

Mais popular