quinta-feira, maio 13, 2021
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Um resumo do bagunçado ano de 2020 do Cruzeiro

Chegamos em fim no último dia de um dos anos mais complicados da história. Uma pandemia que segue assustando todos, e que parou o futebol por o longo período, e agora após o retorno das partidas, seguimos sem ter a presença do torcedor nos estádios do Brasil a fora. Vamos então, neste último dia de 2020, fazer um resumo do bagunçado anodo Cruzeiro.

No entanto, após um 2019 tão complicado para o Cruzeiro, que acabou resultado no primeiro rebaixamento da equipe em toda sua história, o torcedor cruzeirense que esperava um 2020 muito melhor, de reestruturação da equipe, mais uma vez viu o clube sofrer com problemas extracampo, e dentro das quatro linhas, mais uma vez o futebol não foi nada agradável para o torcedor.

Após o rebaixamento, tivemos inúmeras saídas no início de janeiro, a equipe praticamente não tinha jogadores nem mesmo para treinar. Estreamos em 2020 diante do Boa Esporte, com uma vitória em uma partida onde tivemos SETE atletas da base na escalação inicial, na segunda etapa, mais três entraram na partida. Um reflexo do grande problema que o Cruzeiro enfrentaria durante a temporada de 2020, após as rescisões pelos atrasos salariais com o elenco de 2019.

Mudanças durante a temporada

Os dias foram passando, a equipe que era administrada ainda pelo Conselho Gestor, buscava resolver as pendências com alguns jogadores que permaneceram de 2019 e chegaram a atuar nas primeiras partidas do clube na temporada. Atletas como Edílson, Robinho e Rodriguinho.

No entanto, se tiveram jogadores que ficaram e saíram no decorrer da temporada, tivemos também casos de jogadores que deixaram no começo do ano, e retornaram após problemas nos clubes para onde foram, como foi o caso do Sassá no Coritiba, e do Marquinhos Gabriel, no Athletico. Tivemos também o retorno do Henrique, que o presidente Sérgio Santos Rodrigues diz ter sido um desejo do clube, e do jogador que retornasse, mas ele também já não estava tão bem no Fluminense, o volante já estava perdendo espaço no clube carioca.

Problemas no departamento de futebol

Se não bastasse os problemas de 2019 que ficaram para ser resolvidos em 2020, o Cruzeiro também errou muito neste ano. Em uma temporada onde o clube não tinha o direito de errar, a equipe iniciou com Ocimar Bolicenho como diretor de futebol, teve também Ricardo Drubscky no cargo e tem atualmente o Deivid no cargo. O primeiro sempre muito criticado pela torcida cruzeirense, principalmente pelo trabalho realizado na Raposa, mas também pelo seu currículo. Já o segundo, sem nenhuma experiência no cargo, e que acabou errando muito.

Os problemas não foram apenas nas contratações, além de fazer escolhas erradas na hora de trazer jogadores, o Cruzeiro também vendeu errado. A Raposa teve jogadores como Giovanni, João Lucas e Roberson, que já chegaram sendo muito criticados e que não conseguiram desempenhar um bom futebol em nenhum momento durante o período que estiveram no clube.

Além das contratações que não renderam, tivemos também o caso do Matheus Índio, um jogador que chegou ao clube quando a equipe ainda estava punida pela Fifa, e não podia registrar jogadores. E mesmo após a quitação da dívida, e liberado da punição, a diretoria celeste rescindiu com o meia, que veio, gerou gastos e não atuou pelo Cruzeiro.

Quanto as saídas, tivemos vendas de garotos por baixo valores, que acabaram gerando muitas críticas dos torcedores. Como foi o caso do zagueiro Edu, negociado com o Athletico. E também do atacante Caio Rosa, negociado com Sharjah, dos Emirados Árabes.

Contratos de empréstimos mal feitos

E você pode achar que parou por ai, mas não, os problemas foram também nos contratos feitos com os jogadores que vieram por empréstimo. Em 2020 o Cruzeiro sofreu com os péssimos contratos feitos, como no caso do Iván Angulo, o Palmeiras solicitou o retorno do jogador, sem ele nem ter estreado pelo clube ainda. A equipe celeste conseguiu adiar um pouco a volta do jogador à São Paulo, e ele fez uma unida partida pela Raposa.

Além do caso do colombiano, tivemos também o caso do Jhonata Robert, o atacante veio do Grêmio por empréstimo, mas o clube gaúcho solicitou o retorno do atleta em junho. Foi mais um que deixou o Cruzeiro antes do fim do contrato.

Caso do Zé Eduardo e do Daniel Guedes

Quem não se lembra do Zé Eduardo? O Cruzeiro solicitou o retorno do atleta, para isso liberou uma porcentagem dos direitos econômicos do jogador ao América-RN. O jovem retornou para Belo Horizonte, e não foi aproveitado pelo clube. A diretoria até tentou emprestar novamente o garoto ao clube de Natal, no entanto, a equipe não aceitou os pedidos da Raposa.

Você pode até pensar ter sido um caso inusitado, mas e o Daniel Guedes? O lateral-direito veio ao Cruzeiro por empréstimo, acabou não recebendo muitas oportunidades, já que o Raúl Cáceres se tornou o titular da posição. Com isso a diretoria celeste liberou o jogador para o Goiás, também por empréstimo. A equipe celeste tentava um reempréstimo do atleta, algo que a Fifa proíbe. Com isso, o prazo de inscrição de novos jogadores se encerrou, e o clube esmeraldino não pode dar continuidade na negociação. Daniel Guedes segue com o seu vínculo ativo com a Raposa, e não vem sendo utilizado pela equipe.

Mudanças no comando técnico

Não bastasse todos os problemas e erros já citados, o clube ainda iniciou o ano com o Adilson Batista como técnico da equipe, um profissional que até tem uma identificação com o Cruzeiro, mas que há algum tempo não realiza um bom trabalho no futebol. Após os 12 jogos a frente da equipe, o treinador foi demitido. Para o seu lugar veio o Enderson Moreira.

O Enderson chegou ao Cruzeiro e antes mesmo de sua estreia o futebol foi paralisado por conta da pandemia. No entanto, após um longo período sem atividades, as equipes brasileiras retornaram aos treinamentos, e o técnico teve um muitos dias para preparar o time para a Série B. Mas após o mesmo número de jogos que teve Adilson Batista no clube em 2020, Enderson Moreira também não resistiu e foi demitido.

A equipe celeste encontrava-se em uma situação muito delicada na Série B, e a torcida pedia vários nomes para assumir o comando técnico da equipe. No entanto, o Cruzeiro surpreendeu a todos, e buscou o Ney Franco, um treinador que já chegou ao clube com uma taxa de rejeição altíssima. Podemos dizer até, que foi um dos maiores erros da diretoria na atual temporada.

Em sete jogos sobe o comando do Cruzeiro, tivemos 4 derrotas, antes mesmo do treinador completar as sete partidas no comando do time, a torcida já pedia a demissão do Ney Franco, que acabou sendo demitido após o sétimo jogo.

Com a saída do Ney Franco, e afundado no Z4, a diretoria não poderia mais errar, mais uma falha e as chances de ver a equipe atuando na Série C em 2021 seriam enormes, com isso Sérgio Rodrigues anunciou a chegada do Felipão ao clube. O treinador já é o técnico que mais comandou o clube em 2020.

Luiz Felipe Scolari chegou a equipe e conseguiu até mesmo em certos momentos, dar esperanças ao torcedor cruzeirense, que a equipe conseguiria o acesso para a Série A. No entanto, a equipe acabou caindo de rendimento nos últimos jogos, e as chances de retornar a elite do futebol praticamente zeraram. Felipão tem 16 jogos no comando do clube em 2020, conquistou sete vitórias, sete empates e duas derrotas.

Números gerais do clube em 2020

Citamos os vários treinadores que o Cruzeiro teve em 2020, e os erros do departamento de futebol da equipe. No ano o clube disputou 48 jogos, foram 19 vitórias, 16 empates e 13 derrotas. O time marcou 59 gols e sofreu 45. Um aproveitamento de 50,69% durante o ano.

A expectativa frustrada

Um dos grandes momentos que o torcedor viveu em 2020 foi o retorno do Marcelo Moreno, o atacante em uma ação muito bacana, anunciou a sua volta ao clube, no entanto, o flecheiro acabou não conseguindo desempenhar um bom futebol, o boliviano convive com a seca de gols, foram apenas 3 marcados em suas 29 partidas disputadas.

Com a sua falta de gols, e um futebol que também não estava agradando nem a torcida e nem o treinador, a diretoria foi ao mercado e trouxe o Rafael Sóbis, o camisa 23 vem conseguindo fazer o que esperávamos com camisa 9. Sóbis vem fazendo gols importantes, que ajudaram a afastar a equipe da zona de rebaixamento da Série B.

O desejo de um 2021 mais organizado e com alegria ao torcedor

Com um ano tão conturbado e tão triste para o cruzeirense, o que o torcedor espera é um 2021 muito melhor, o ano que todos esperavam e sempre sonharam, mas que chegou com o Cruzeiro vivendo o pior momento de sua história.

Na próxima temporada a equipe terá mais uma vez que lutar pelo acesso, o clube precisa retornar para onde nunca deveria ter saído. Para isso, a diretoria não poderá errar, e precisa entender a importância de ter um departamento de futebol organizado, e com pessoas competentes, para que mesmo com o baixo orçamento, consiga levar o Cruzeiro de volta para a Série A.

Dyhego Salazar
Nascido em 14 de Julho de 1994, apaixonado pelo Cruzeiro Esporte Clube e cobrindo o Cruzeiro através do Diário Celeste.

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