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Tite fala pela primeira vez sobre sua saída do Cruzeiro; confira

Treinador teve curta passagem na equipe mineira

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Ex-treinador do Cruzeiro, Tite falou pela primeira sobre a sua saída do clube, em março, logo após o empate com o Vasco pelo Brasileirão. Ele chegou ao clube mineiro como um nome de peso por toda a sua trajetória, foi campeão mineiro, e falou sobre a passsagem em entrevista ao “Abre Aspas” do GE.

Mas, apesa do título estadual, o péssimo início de Campeonato Brasileiro pesou para a sua saída. Pois, sob seu comando, o Cruzeiro não venceu nenhum dos 6 primeiros jogos no torneio, amargando a zona de rebaixamento. Assim, Tite começou dizendo que esperava fazer um trabalho mais longo na raposa:

“Sentia, sim, que iria permanecer no Cruzeiro para fazer o trabalho a médio e longo prazo, o ano todo. Foi proposto até dois anos de contrato, eu disse: “não, um ano só e depois avalia”. Para que tenha esse período todo de trabalho, para fazer um trabalho que não é bom nem ruim, é um trabalho que não terminou. Porém, com parcelas importantes.”,

Começou dizendo o treinador

Na sequência, o treinador destacou, como havia falando quando treinador do Cruzeiro, o foco na conquista do título mineiro: “O primeiro objetivo quando nós sentamos, nas poucas vezes que conversamos antes, foi: o objetivo do Cruzeiro? Ser campeão mineiro, uma retomada após seis anos. E na minha apresentação eu coloquei a eles todos, a toda a família, que é uma família extraordinária que vive e ama o Cruzeiro, ela transpira Cruzeiro, esse reconhecimento se faz a todos eles de uma maneira extraordinária.”

Mudança de rota e pesso das derrotas para Atlético-MG e Botafogo

Ainda sobre o Cruzeiro, Tite admitiu que houve uma mudança de rota no planejamento, e que poderia ter tomado decisões diferentes: “E aí um planejamento que ele poderia ter sido melhor, mas iniciando sem os principais atletas, demorou para engrenar. O que eu faria diferente? Eu traria os atletas mais da equipe base anteriormente. Colocar as crias da Toca para jogar, como aconteceu, né? Para dar a elas (sequência), elas precisam dessa oportunidade, e os regionais também. Porém, os resultados que não aconteceram nos pressionaram.”

Ademais, ele apontou que dois resultados geraram uma intranquilidade sobre o trabalho que vinha sendo feito. Um deles foi a derrota para o Atlético-MG no Campeonato Mineiro, e o outro foi a goleada para o Botafogo na estreia do Brasileirão:

“Tanto é que foram oito primeiros jogos. Nós jogamos os três primeiros dando um tempo para que os atletas se condicionassem fisicamente. Depois teve uma integração, e nesse meio tempo nós fizemos oito jogos e perdemos cinco. Nesses cinco está a perda do clássico, que é muito importante, e o Atlético-MG foi melhor e mereceu. E o início do Campeonato Brasileiro, em que a gente perdeu para o Botafogo com o placar dilatado. Isso gerou uma intranquilidade.”,

Disse citando as derrotas para Atlético-MG e Botafogo

Título mineio

Ademais, Tite voltou a falar da conquista do título do Campeonato Mineiro, destacando também a sequência de jogos 9 jogos sem perder: “Depois disso, falando em resultados desportivos, aí sim, mais ajustado, mais treinado, nós fizemos nove jogos, fomos campeões mineiros. Não só campeões mineiros, mas ganhando o clássico. E aí foi de uma forma muito emblemática, incisiva. Isso chancelou, e fizemos uma sequência de cinco ou seis jogos vencendo.”

Por fim, ele destacou a alegria de todos com o título estadual: “Fomos campeões mineiros numa situação de ver o quão alegre uma torcida toda… Nunca tinha tido assim, com as famílias comemorando dentro do campo, e as famílias todas dos atletas estando ali, muito próximas do torcedor, com as famílias do Pedrinho presente, do Júnior. Então, nesses nove jogos nós fomos perder um jogo, contra o Flamengo.”

Números e aproveitamento

Tite deixou o Cruzeiro com 8 vitórias, todas pelo Campeonato Mineiro, e também 3 empates e 6 derrotas, num aproveitamento de 55,55%.

Diego Marinho

Diego Marinho é um jornalista esportivo, especialista em cobertura do Cruzeiro Esporte Clube, também formado em história. Desde 2020 atuando como repórter setorista do Cruzeiro no Diário Celeste.

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