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STJD seguirá agindo de forma rigorosa na próxima temporada em casos de injúria racial

Os números de processos de injúria racial no STJD aumentaram em 2022, 19 casos foram denunciados e após comprovados, 13 deles foram punidos no último ano. Ao todo foram aplicadas punições de R$ 335 mil em multa e o total de 5 partidas e 370 dias de suspensão aos clubes e infratores relacionados com as práticas.

No último ano, casos de injúria racial, dobraram em relação ao ano de 2021, totalizando seis processos julgados pelo STJD. Além das punições aplicadas, o Tribunal do Futebol também estabeleceu que os clubes envolvidos na infração façam campanhas educativas antes e durante as partidas com mensagens dos principais jogadores do time combatendo atos discriminatórios previstos no artigo 243-G.

O STJD reforça que seguirá fiscalizando e punindo os atos de forma rigorosa na próxima temporada. O vice-presidente administrativo do órgão, Maurício Neves Fonseca, falou sobre os julgamentos de 2022.

“O papel do Tribunal é importantíssimo. É a mais alta corte do futebol brasileiro, nós temos que efetivamente tomar atitudes através de penalidades bem contundentes contra os clubes e contra aquele que pratica o ato discriminatório, seja racial, homofóbico ou qualquer tipo de ato. Tivemos vários julgamentos muito importantes aqui e tenho certeza que estamos evoluindo muito com relação a este assunto”, disse.

Maurício Neves Fonseca ainda falou sobre a determinação do STJD, para que fosse colocado no telão dos estádios, cinco minutos antes da partida, uma manifestação de jogadores das equipes mandantes, para que a torcida não pratique atos discriminatórios.

“Recentemente o Tribunal determinou que fosse colocado no telão dos estádios cinco minutos antes da partida uma manifestação de jogadores de renome das equipes mandantes para que a torcida não pratique atos discriminatórios, nem qualquer tipo de ato que venha prejudicar não só a pessoa como a sua própria equipe. Isso foi muito importante, teve um resultado altamente positivo. Acho que a tendência do Tribunal é continuar sendo rigoroso, aumentaram os atos de injúria racial e cantos homofóbicos, mas na verdade sempre existiram. O que acontece é que hoje há um canal para o caso chegar até o STJD, ser denunciado e punido. Estão sendo punidos e isso vai acontecer com uma força ainda maior em 2023. A importância do Tribunal é muito grande, porque através dessa decisão vai haver a conscientização dos torcedores”, concluiu Maurício Neves Fonseca.

Comissão de combate ao racismo

Em outubro de 2022, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) anunciou a criação de uma comissão para combater casos de violência e racismo no futebol, em sinal de alerta contra os crimes praticados dentro e fora dos estádios.

Entre os 46 membros convidados pelo presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, estão o vice-presidente administrativo do STJD, Maurício Neves Fonseca, o auditor Paulo Sérgio Feuz e o Procurador-geral Ronaldo Piacente.

Problemas do Cruzeiro em 2022

Assim como várias equipes do futebol brasileiro, o Cruzeiro teve problemas em 2022 com cânticos homofóbicos de torcedores do clube celeste, como em uma partida contra o Grêmio.

Bandeirinhas do Mineirão, com a bandeira LGBTQIA+ em jogos do Cruzeiro – Foto: Divulgação / Cruzeiro

Foi aplicada uma multa de R$ 30 mil ao Cruzeiro, que foi dividida da seguinte forma: R$ 15 mil em medida de interesse social e R$ 15 mil destinado à CBF. Na época o clube se comprometeu a adotar outras medidas, sendo elas: Braçadeira de capitão nas cores do arco-íris; Bandeirinhas de escanteio nas cores do arco-íris; Postagens nas redes sociais (cartilha educativa) de combate a LGBTFobia; Publicação especial no site oficial sobre o tema e no dia do “Orgulho LGBT” – 28 de junho; Reunião com as torcidas organizadas do clube, para realizar um trabalho de conscientização sobre cânticos, com assinatura de ata e posterior divulgação.

Dyhego Salazar

Nascido em 14 de Julho de 1994, apaixonado pelo Cruzeiro Esporte Clube e cobrindo o Cruzeiro através do Diário Celeste.

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