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Por que o Cruzeiro “perdeu o jeito” dos pontos corridos?

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Segundo maior campeão dos pontos corridos ao lado do São Paulo com 3 títulos, o Cruzeiro vive o pior momento de sua história. Administrativamente já é sabida toda dificuldade vivida em função das gestões temerárias que foram minando dívidas, punições e variados problemas.

A derrocada começou fora de campo, com problemas acumulados principalmente a partir de 2015, onde várias dívidas estavam sendo feitas e poucas soluções vistas. Dentro de campo é notável a diferença do Cruzeiro de anos atrás com o que temos visto de 2019 até agora.

A forma de jogar que priorizava a defesa com Mano Menezes ganhou 2 Copas do Brasil e se mostrou eficiente no campeonato de MATA-MATA mas aquilo não se aplica aos PONTOS CORRIDOS.

O Cruzeiro vem cometendo 2 pecados capitais nos pontos corridos:

Não se impor como mandante;

Empatar muito;

Números do Cruzeiro como MANDANTE nos últimos campeonatos de pontos corridos:

2019: 5 vitórias, 8 empates, 6 derrotas. (40% de aproveitamento)

2020/2021: (até a 33ª rodada) 5 vitórias, 6 empates, 5 derrotas. (43% de aproveitamento)

A quantidade de EMPATES é algo que assusta, seja como mandante ou durante os campeonatos todos.

2019:

38 jogos: 15 empates – 40%

2020/2021:

33 jogos: 11 empates – 33%

Isso leva a refletir alguns fatores que entregam números tão abaixo para uma equipe como o Cruzeiro, acostumada a se impor no Mineirão, tendo fortes ataques e sendo um dos maiores vencedores de PONTOS CORRIDOS.

– O estilo de jogo impregnado entre 2017/2018 e sustentado pelo Bicampeonato da Copa do Brasil, sucedido em MATA-MATA, mas que não é eficiente nos PONTOS CORRIDOS.

– Elencos com atacantes de baixo rendimento, pouco eficientes e assim contribuindo para o excesso de empates, principalmente como mandantes.

– A dificuldade de quebrar retrancas, não tendo mais um sistema ofensivo envolvente, de movimentação, facilita as defesas quando jogam no Mineirão ou Independência.

Para ter sucesso e retornar à Série A o mais rápido possível, o Cruzeiro precisa recuperar esses fatores, principalmente demonstrar força em casa e diminuir o máximo possível essa quantidade de empates.

Éden Moreira

Eden Moreira, engenheiro civil, 35 anos, colunista do Diário Celeste, abordando reflexões para sairmos do senso comum no futebol brasileiro.

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