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Leonardo Jardim reclama da expulsão e da condição do gramado: “Hoje foi uma luta com a bola.”

Técnico comentou sobre a expulsão de Eduardo, e discordou do cartão vermelho

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Após o empate com o Vitória sem gols, o técnico do Cruzeiro, Leonardo Jardim, analisou a partida e usou o espaço para reclamar sobre a expulsão de Eduardo e das péssimas condições que o gramado do Barradão apresentou.

“Boa noite. Em primeiro lugar, eu acho que hoje não existiu futebol. Hoje existiu uma luta com bola. Uma luta com bola em que 22 jogadores andavam ali a ajustar para a frente e não conseguiam fazer três passos seguidos. Duelos segundo as bolas, duelos segundo as bolas. Isso aconteceu.”

“Com menos um jogador, pronto, as coisas tornaram-se mais difíceis. Lutamos. Eu dei os parabéns aos jogadores. Eu disse: ‘Meus amigos, fora de casa, com o campo nestas condições, com menos um jogador, mais de 50 minutos, eu só tenho que vos dar parabéns, porque vocês honraram a camisola (camisa) do Cruzeiro, lutaram.”

“Infelizmente, não tivemos um bom campo, e não sei se o árbitro tinha condições de cancelar o jogo. Drenagem péssima do campo, o campo todo encharcado, e claro, a seguir, ah, o quarto Eduardo fez uma falta e o outro rapaz partiu a perna.”

Quando a gente joga num campo destes, ainda bem que só houve um que partiu a perna, que podia haver dois ou três, porque contatos ia haver muitos, não era falta, eram contatos. Podia haver outras lesões, graças a Deus não houve. Eu fico com pena do rapaz, e mando a minha solidariedade ao rapaz pela lesão que teve.”

Jardim relatou a conversa que teve com Eduardo, autor da entrada que resultou na contusão do atleta Jamerson. O técnico ressaltou que não houve intenção de agredir e classificou o lance como um acidente de trabalho. Além disse que em sua opinião, o vermelho foi mal analisado pelo arbitro.

“E depois aconteceu, mais uma vez, na minha opinião, um vermelho muito mal analisado, porque o meu jogador vai no lance com a perna para cortar a bola, chega tarde, amarelo justificado, mas ele toca com o joelho na perna do outro e um acidente de trabalho. analizou muito bem, mas depois veio a ilusão que foi lado de um cartão vermelho. Acho que o futebol não pode ser assim, não é? Vi que estava ilusionado e deu cartão vermelho. Não, a ação é que tem que ser castigada. A ação. E a ação foi uma ação, para mim, de cartão amarelo.”

“O Eduardo disse-me que chegou tarde no carrinho e toca no adversário, mas é com o joelho que vai em baixo. Eu disse-lhe que não dei uma porrada nele. Foi um contato que ele bateu no meu joelho, que eu via com o joelho em baixo, tocou-me, uma falta normal.”

Ele me disse-lhe, não fiques preocupado que eu sei que o Eduardo não é um jogador maldoso que o Eduardo não é um jogador que na sua carreira tem situações de agressão. Foi um acidente de trabalho. Foi simplesmente isso que eu falei com ele, para confortá-lo, mas com certeza que isso condiciona o jogo, porque nestas condições, com 11 já é difícil, quanto mais com 10.”

Leonardo Jardim comentou sobre a surpreendente campanha da equipe até o meio da temporada. Apesar da boa pontuação e do desempenho acima das expectativas, o treinador evitou assumir o favoritismo ao título e reforçou o espírito de luta jogo a jogo.

“Você está a fazer essa pergunta, uma das questões que a gente fala sempre no fim do jogo, a nossa classificação hoje, reflete aquilo que temos feito. A nossa atitude, o nosso compromisso com o clube, a nossa seriedade, a nossa qualidade em termos de língua.”

“E com certeza que os grandes responsáveis, estes que jogam, que lutam, que trabalham, estão de parabéns por esta primeira etapa. Com certeza que eles surpreenderam muita gente, não é? Calaram muita gente, mas não está nada feito. Não é por isso que passamos a ser candidatos ao título.”

“Diz que candidatos, tínhamos times que se prepararam, com elencos mais longos, com história. Eu disse isso na primeira vez que falei, que havia duas ou três equipas que tinham-se preparado para esta candidatura.”

“Nós vamos brigar, como eu já disse, todos os jogos. E vamos tentar colocar a equipe sempre em primeiro lugar, com o objetivo de cada jogo, cada adversário, tentar vencer e conquistar os pontos.”

O técnico da Raposa comentou sobre a parada obrigatória no calendário, elogiou o desempenho do elenco até aqui e falou sobre possíveis movimentações pontuais no mercado, destacando a importância de manter a base atual do grupo.

“Em primeiro lugar, esta pausa é quase obrigatória. Não é nós que queremos dar uma paragem. É uma paragem em termos de contrato de trabalho. Os jogadores precisam ter férias e se o Campeonato acaba a 2021, no ano, eles têm que ter férias em algum momento. E acho que todas as times vão ter que parar.”

“Depois disso, eles que aproveitarem bem com as famílias, que aproveitem o momento de descanso, com certeza levam todos um plano para fazer em casa, um plano mais físico, aqueles, eu acredito, que vão cumprir, e depois voltaremos no dia 27 para dar continuidade aos trabalhos e estar com a mesma ambição que tivemos até o presente, sempre respeitando e trabalhando no máximo.”

“Em relação ao elenco, eu já vos disse, este plantel conseguiu um primeiro semestre muito positivo. Hoje em dia não é fácil trazer jogadores de qualidade melhor do que a nossa para o Cruzeiro, mas com certeza que estamos a ver alguns jogadores para algumas posições que a gente possa precisar de algum equilíbrio.”

“Porque, graças a Deus, não tivemos lesões graves, não tivemos problemas, mas se tivermos, também tínhamos que ter um ou outro jogador para equilibrar o plantel. Mas a base do grupo, a base destes jogadores está aqui. Com certeza que o clube não vai querer cometer o erro do passado de alterar muitas coisas na janela, porque eu, pessoalmente, estou satisfeito com esta base que temos aqui.”

O Mister, comentou sobre seus planos pessoais para as férias e também analisou a chegada de Joaquim como novo responsável pelo Departamento de Scout do clube. O treinador destacou a importância da estrutura e da continuidade dos trabalhos nos bastidores mesmo durante a pausa.

“Em relação à última questão, o scouting era uma situação que nós estávamos a trabalhar. O nosso departamento de observação técnica, nós estávamos no mercado à procura de um chefe de scouting para trabalhar com os outros scoutings que já têm na Toca. E tínhamos alguns nomes. E acabou por existir uma decisão sobre o Joaquim. Na minha opinião, acho que o clube está bem servido de um profissional sério e um profissional que também tem alguma história já, não aparece de paraquedas.”

“Em relação à segunda questão, eu vou dividir as férias um pouco em Portugal, um pouco no Mónaco, principalmente para estar com os meus pais. Uma das coisas que me deixa às vezes querer voltar para perto dos meus pais é que eu ando tantos anos longe por todos estes períodos e tenho que estar com os meus pais. Vou estar com eles. Eu também vou estar com o meu filho. Vou estar com algumas pessoas amigas. É essa energia que eu preciso para no dia 27 voltar em força para o meu trabalho.”

Jardim comentou sobre o torneio amistoso que será realizado durante a parada no calendário. Segundo ele, a competição integra um planejamento antecipado e visa manter o elenco em ritmo competitivo para o retorno ao Campeonato Brasileiro.

“Com certeza que o nosso planejamento não iniciou-se hoje, já sabemos desta pausa desde que eu cheguei cá. E nós, clube, organizamos desta forma, porque eu acho, em tipos técnicos, que é importante fazer jogos competitivos.

“Depois de uma semana de trabalho para nos voltar, vamos voltar no dia 27, vamos fazer uma semana de trabalho, depois vamos ter dois jogos, vamos ter a possibilidade de rodar o elenco, vamos ter a possibilidade de dar tempo de jogo a toda a gente.”

“De forma a seguir, é preparar outra vez o elenco para mais uma série forte de jogos e competitiva, de uma forma sempre profissional, que é a nossa forma de abordar as diferentes situações.”

Pedro Reis

Mineiro de Divinópolis, 21 anos. Comentarista esportivo e setorista do Cruzeiro pelo Diário Celeste.

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