Léo revela bastidores das decisões do Cruzeiro na Copa do Brasil
O zagueiro teve participação direta nas conquistas da Copa do Brasil de 2017 e 2018
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O ex-zagueiro do Cruzeiro, Léo relembrou bastidores da conquista da Copa do Brasil de 2017 pelo Cruzeiro. Na campanha, Léo foi titular naquele elenco e compartilhou lembranças das fases finais do torneio.
Cruzeiro eliminou Volta Redonda, São Francisco, Murici-AL, São Paulo, Chapecoense e Palmeiras antes de enfrentar o Grêmio na semifinal. Na época, o Grêmio era o maior campeão da Copa do Brasil, com cinco títulos contra quatro do Cruzeiro.
“O Grêmio era o time a ser batido. A gente enfrentou o Grêmio na semifinal em 2016 e perdemos. E era o Grêmio de Arthur, Luan, Cebolinha, Luan estava voando. O Grêmio não tinha perdido nenhuma fora de casa, fomos enfrentá-los lá e perdemos de 1 a 0. Entramos tristes no vestiário, e o Mano perguntou: ‘Porque vocês estão tristes? Se a gente saísse de BH falassem que ia chegar aqui e perder de 1 a 0… a gente está no jogo. A gente vai pro Mineirão na volta, vamos convocar o torcedor, o torcedor vai estar com a gente. Vamos lotar o Mineirão e ganhar lá. Você acreditam ou não?’ Aquilo movimentou muito”
Disse Léo ao Cruzeiro Cast
Durante a preparação para o jogo de volta, o ex-volante Tinga, então dirigente do Cruzeiro, motivou os jogadores. Tinga alertou que perder novamente na semifinal significaria sofrer duplamente e reforçou a confiança de que o time avançaria, o jogo foi difícil, decidido nos pênaltis após gol de cabeça de Hudson; Fábio foi decisivo nas cobranças.
“Ele reuniu com a gente e disse: ‘Ano passado já aconteceu de perder na semifinal. E quem perde na semifinal perde duas vezes, porque perde o jogo e ainda tem que ver o outro time na final pensando que poderia estar lá. E neste ano não vai ter isso. Neste ano vai ser a gente’. Nos reunimos e foi um jogo muito difícil, decisivo, gol de cabeça do Hudson. Foi pros pênaltis, e o Fábio pegou dois (na verdade um), é um monstro”, contou o ex-jogador.
Léo contou sobre a pressão de cobrar pênalti decisivo
Na final, Cruzeiro enfrentou o Flamengo: empate por 1 a 1 no Maracanã e 0 a 0 no Mineirão. A decisão foi para os pênaltis, e Léo foi um dos cincos cobradores da equipe. Ele disse que queria bater um pênalti em uma final desde a infância e se preparou intensamente para isso.
“Todo menino que viu o Baggio (ex-armador da seleção da Itália) batendo pênalti em 1994 (na final da Copa do Mundo contra o Brasil), como eu, tinha o sonho de ganhar um título batendo pênalti dentro de casa. Meus amigos falaram ‘Cara, como você pegou essa bola para bater pênalti?’ Eu treinava, o Rafael sabia, o Fábio sabia o canto em que eu ia bater. Pênalti é repetição. Muita responsabilidade, 60 mil pessoas no Mineirão, estava cansado, premiação alta… exige equilíbrio emocional. Mas para ter esse equilíbrio, tem que ter um treinamento no dia a dia. Bati no mesmo lugar em que treinei”
Finalizou Léo, ex-jogador do Cruzeiro