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Após empate, Jardim valoriza pódio do Cruzeiro no Brasileirão e alerta para erros de arbitragem; confira

O comandante enalteceu o ano do Cruzeiro e se mostrou focado na Copa do Brasil

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O técnico do Cruzeiro, Leonardo Jardim, comentou sobre o empate com o Botafogo, que aconteceu nesta quinta-feira (4), no Mineirão. Além disso, Jardim comentou sobre a sensação de dever cumprido em colocar a Raposa no top-3 do Brasileirão.

“Em relação à análise do que se passou durante o jogo, acho que o Cruzeiro teve, até o 2 a 0, o controle absoluto do jogo, o adversário só chegou lá em lances de bola parada ou em algum contra-ataque. E depois demos uma relaxada geral, e, a partir daí, o adversário acabou por fazer o 2 a 1, começou ali a ter alguns erros e permitiu que o adversário empatasse.”

“Mas, com certeza, gostaríamos de ganhar hoje, mas o importante é que conseguimos o objetivo de estar no pódio (G-4), além da Libertadores, estar no pódio do futebol brasileiro, já tinha dito isso. Nos últimos anos, só o Palmeiras tem mantido uma regularidade no pódio, o Flamengo, acho que por 3 vezes, poucas equipes conseguem uma regularidade, e este é o primeiro pódio dos últimos anos. Eu até acho que, depois de 2014, é o único pódio que nós temos, no Cruzeiro, e com certeza devemos olhar para o futuro para que este pódio seja um objetivo, uma ambição em termos de futuro, porque os cruzeirenses assim o merecem.”, disse o técnico.

“Em relação à temporada, vocês sabem que a época começou de uma forma muito difícil. Foi por isso que houve a troca do treinador. Acho que os nossos jogadores deram uma demonstração de que era possível jogar nos primeiros lugares do campeonato, a partir do jogo contra o São Paulo.”

“Não me esqueço, na antevéspera do jogo contra o São Paulo, eu reuni os jogadores e disse aos jogadores: ‘Tínhamos o jogo contra o São Paulo e tínhamos o jogo contra o Bahia. Se não mudarmos os comportamentos e se não mudarmos a atitude, eu não estou aqui para fazer nada.’ E saí da reunião, encontrei o nosso presidente e disse: ‘Ó, presidente, eu vou fazer aqui umas alterações. Se não correr bem, depois do jogo do Bahia eu vou embora. Você não paga nem um centavo. Eu vou embora logo direto.’ Porque eu não estou aqui para ser um a mais. Eu estou aqui para conseguir os objetivos que eu coloquei, e eu acredito que estes jogadores têm potencial.”, disse Leonardo Jardim.

“Para nós, com certeza, gostaríamos de jogar na nossa melhor versão. Você sabe que eu não sou muito adepto de rodar o elenco e fazer grandes trocas de vários jogadores, mas o calendário, sim, o exige. Temos um jogo daqui a seis dias, e eu não posso colocar estes jogadores que jogaram mais, que já estão a 50, 60 jogos ao longo da temporada, fazendo viagens, jogando mais um jogo difícil, que vai ser o jogo em Santos. E é uma porta também que se abre para que eles — que têm jogado menos — mostrem realmente o porquê de estarem aqui no elenco do Cruzeiro, e também ganhar algum ritmo, porque a seguir à Copa é uma prova extremamente competitiva, não é? Não vamos jogar só com uns, vamos jogar com outros, e esses também vão ganhar um pouco de atividade, não é? De tempo de jogo, para depois nos ajudar na semifinal.”, disse o comandante celeste.

“Em primeiro lugar, nós nunca vamos preparar o jogo do Corinthians com a análise do jogo do campeonato. Eu falei aos jogadores, já expliquei muito bem, que no futebol cada jogo tem a sua história. Como hoje: houve duas histórias dentro do jogo: a primeira história, que foi quando tivemos mais bola, estávamos mais concentrados, bem organizados, e fomos superiores ao adversário. Quando relaxamos um pouco, o adversário conseguiu ser melhor do que nós.”

“Todos os jogos nós temos que jogar com essa entrega, com essa dedicação, com esse foco. E no jogo do Corinthians, temos que abordar os dois jogos contra o Corinthians dessa forma. Sabendo o nosso valor, não esquecendo o nosso valor, mas sendo humildes. Porque, às vezes, eu acho que até vejo os nossos jogadores sendo humildes, mas, de fora para dentro, a torcida às vezes perde um pedacinho da humildade e se empolga, e isso, às vezes, é negativo.”

“Vão ser dois jogos extremamente competitivos. Nós temos a ambição de ganhar, como qualquer equipe que está presente. Por isso, é importante trabalhar bem, encher o Mineirão, apoiar ao máximo esses jogadores, tentar já tirar um bom resultado aqui, para irmos à Arena com a melhor vantagem possível. Essa é a nossa estratégia.”, disse Jardim.

É um campeonato extremamente disputado, onde há, por exemplo, candidatos iniciais que hoje estão jogando para o rebaixamento, não é? Por exemplo, estou falando no caso do Internacional. Outros que eram candidatos iniciais e ainda estão tentando disputar uma vaga na Sul-Americana. Isto não acontece, por exemplo, muito nos outros países, não é? Aqui no Brasil, em Portugal ou na Espanha, uma equipe candidata ao título nunca vai jogar para não descer, não é? Isto é impossível. E aqui no Brasil acontece isto. Isto é muito importante porque esta alteração e a importância de toda esta paixão à volta das equipes às vezes provocam situações. Toda a equipe é muito boa, mas depois, com problemas, com a pressão, elas não conseguem produzir.”

“Em relação à Libertadores, já estamos satisfeitos. Minas Gerais vai ter um representante no próximo ano. Isto também é importante para o futebol de Minas Gerais, pois o ano passado não teve ninguém. Este ano não teve ninguém; para o próximo ano, vai ter um. Isto também é importante para o futebol de Minas Gerais. Estou empolgado. Estamos na semifinal. Só temos que estar empolgados. Toda a gente está motivada. Toda a gente está se preparando da melhor forma para que a gente consiga cumprir de forma positiva, de forma a conseguir o resultado que nós, e vocês, e os adeptos principalmente, e a família Pedrinho pretendem.”, comentou Jardim.

“Sinceramente, eu gostava que falássemos menos da arbitragem. Eu gostava que os resultados não fossem influenciados pela arbitragem. Este tipo de situação. Mas eu vejo todos os jogos. Hoje eu vi uma agressão. Só foi agressão porque foi ao VAR. Porque, se não fosse ao VAR, você sabe o que ia acontecer. O que seria? Falta contra nós. É falta contra nós. Não consigo entender. Uma coisa que toda a gente vê. É uma agressão.”

“Mas pronto, é o futebol. É o que temos. Temos que saber viver com o que temos. Eu não vou me queixar. Vim para o Brasil para assumir as coisas boas… e as coisas menos boas. Não vou ficar aqui só escolhendo as coisas boas. As coisas boas e as coisas menos boas. Mas gostava muito que uma das provas mais importantes do país não fosse manchada pela arbitragem.”, comentou o técnico português.

Pedro Reis

Mineiro de Divinópolis, 20 anos. Comentarista esportivo e setorista do Cruzeiro pelo Diário Celeste.

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