Notícias

Gabigol fala sobre pênalti perdido e eliminação do Cruzeiro na semifinal da Copa do Brasil; confira

Jogador errou pênalti que poderia ter garantido o Cruzeiro na final do torneio

Receba as principais notícias do Cruzeiro no seu WhatsApp!

Ícone WhatsApp Seguir

Camisa 9 do Cruzeiro, Gabigol errou um pênalti na eliminação do Cruzeiro na Copa do Brasil de 2025. Assim, em entrevista ao Podcast PodPah, ele falou sobre pênalti perdido, e também sobre o que aconteceu após a eliminação da raposa no torneio:

“Essa questão do pênalti, é tudo uma narrativa que é criada. Então, como que eu vou bater um pênalti e vou querer errar? Era uma chance da gente matar ali. Então, o mundo é muito louco. Se eu faço o gol, seria o predestinado, maior ídolo, estava aqui para isso, se dedicou o mesmo no banco, está aí porque a torcida ama ele. E aí, se eu erro, é o vagabundo.”,

começou dizendo o jogador

O lance aconteceu após empate no placar agregado, com a semifinal sendo decidida nas penalidades. Onde, caso convertesse, Gabigol iria selar a classificação do Cruzeiro a final. No entanto, Hugo defendeu. Posteriormente, Gustavo Henrique converteu, levando a disputa para os alternados. Onde, Hugo defendeu o pênalti de Walace, e Breno Biddon marcou.

“Eu errei, tenho que assumir que errei. Foi a primeira vez que errei um pênalti tão decisivo na minha vida. Era um pênalti muito complicado, para mim e para o Hugo. Treinamos 5, 6 anos juntos. Então, era um pênalti muito complicado, e não tem desculpa. Errei, assumo que errei.”,

Disse Gabigol, assumindo seu erro

Na sequência, complementou, reforçando seu erro: “Claro que induz, ele sabe o jeito que eu bato, eu sei o que ele pode fazer. Mas, de uma forma ou de outra, eu bati mal o pênalti. Então, não tenho desculpa, eu errei. Se tiver um pênalti para bater amanhã, bato de novo. Eu assumo, estou aqui porque assumi muitas coisas durante minha carreira, e agora não vai ser diferente. Se tiver outro amanhã, vou estar lá.”

Sobre o pós-jogo, Gabigol retomou a fala sobre as narrativas criadas em cima do pênalti perdido, reforçando o peso de ter errado: “É muito pelo contrário, você um pênalti daquela dimensão, não é fácil psicologicamente para o jogador, porque fui eu que errei. Então, você coloca em cheque muitas coisas.”

Além disso, o atacante falou sobre a reação de Pedrinho, e outras questões relacionadas a Jaridm e Kaio Jorge: “Eu amo o Pedrinho (presidente), não foi fácil para mim ver ele triste. O mister (Leonardo Jardim), já tinha uma conversa dele ir embora, eu sabia que podia ser a última chance dele de ser campeão. Então, assim, a gente brincava muita, que o Kaio Jorge nunca tinha ganhado uma Copa do Brasil. Tanto que tínhamos combinado durante os pênaltis, que se eles erram mais um, eu ia pro quarto. Então, tinha confiança dos jogadores em mim.”

Tanto que o treinador me colocou 3 minutos, só para bater o pênalti. Isso influenciou? Acho que sim. Eu também nem toquei na bola antes de bater o pênalti, estava meio frio. Mas eu errei, eu assumi. Então, as pessoas falarem uma coisa dessa, é uma barbaridade. O que eu ia ganhar perdendo um pênalti? Qual o sentido de levantar uma coisa dessa? E pior, talvez, seja as pessoas acreditarem. Então, assim, às vezes a torcida acredita nisso. Isso é o que me deixa totalmente revoltado com o que aconteceu.

Ademais, após o jogo, Gabigol não retornou para Belo Horizonte com o elenco. Assim, ele explicou o motivo: “Sobre ficar em São Paulo, o que eu mais queria era ir para minha casa, ficar perto da minha família e dos meus amigos. Porque eu errei, essa responsabilidade é minha, não é de ninguém. Então, quando acabou o jogo, estávamos liberados, não fui o primeiro a sair do vestiário, porque minha mala estava no ônibus. Os seguranças foram pegar, e o ônibus tinha saído.”

Na sequência, disse que conversou com Walace e Gabigol: “Falei que queria ir para a casa, ficar com minha família e amigos. Sou daqui, não fazia sentido ir para BH e depois voltar para São Paulo, só para mostrar para a mídia que estava triste. Não precisava mostrar para ninguém, eu sabia o que estava sentindo. Às vezes, as pessoas esperam uma reação eufórica para tudo, e eu não sou esse tipo de cara.”

Por fim, disse: “Então, quando decepciono as pessoas que me ajudaram e querem meu bem, isso é horrível. Mas não esperam de minha que vou ajoelhar, chorar, isso não é meu perfil. O que tenho que fazer é trabalhar muito, e dar resposta ano que vem.”

Diego Marinho

Mineiro, 33 anos, historiador e setorista do Cruzeiro no Diário Celeste.

Leia também

Um Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo