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Em CPI no Senado, empresário confessa manipulação e diz ter atuado no rebaixamento de 42 clubes

William Pereira Rogatto confessou ter atuado no esquema de manipulação de resultados

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Na última terça-feira (8), o empresário William Pereira Rogatto, confessou ter atuado em um esquema de manipulação de apostas esportivas. Ele afirmou que atuou no rebaixamento de 42 clubes, além de ter também confirmado a participação de árbitros.

Atuando em todas as divisões, um dos casos de rebaixamento que o empresário estaria envolvido foi o do Santa Maria, que foi rebaixado em 2024 na última posição da primeira fase do Candangão.

Através de uma chamada de vídeo, William Pereira Rogatto falou à comissão, o empresário não reside no Brasil. Ele já havia sido investigado em 2020, por tentar manipular jogos na Série A do Campeonato Paulista.

“Infelizmente, o que me dá dinheiro é rebaixar time. Se o presidente do time não está preocupado com o time dele, eu vou estar? Eu ganho dinheiro perdendo jogo, entregando jogo. É por isso que eles me chamavam de rei do rebaixamento desde 2009. Eu sempre rebaixei clube, e clube grande, viu? O Coruripe, de Alagoas, e um time muito forte do Maranhão eu rebaixei. O melhor campeonato da minha vida é o carioca. Em São Paulo eu rebaixei alguns, também em Goiás, mas o maior alvo hoje são os clubes pequenos”, afirmou Rogatto.

William Pereira Rogatto chegou a confirmar o envolvimento de árbitro na manipulação de resultados. Ele afirmou que pagava R$ 50 para o árbitro, que ganha hoje ganha em torno de R$ 7 mil em cada jogo que trabalha.

“Tinha árbitros também, dos dois. Um árbitro hoje oficial ganha em torno de R$ 7 mil por jogo, eu pagava R$ 50 mil para ele, o árbitro ganha pouco, o gatilho do futebol está na máfia, que é a confederação, é a CBF, que tem recursos e não passa. É tão simples, é uma matemática tão perfeita, não vê quem não quer. Está tão feio que, como não acontece nada, o sistema não faz nada, você vem e oferece um dinheiro fácil. Isso é um gatilho da corrupção que temos no Brasil. Eu sou uma máquina que estou oferecendo para o atleta dinheiro fácil e dando dignidade para ele oferecer comida ao filho dele – respondeu ao senador Carlos Portinho (PL-RJ) sobre a participação de árbitros de confederações e da Fifa no esquema de manipulações que comandava”, disse.

O empresário ainda garante que grandes nomes do futebol brasileiro também estão envolvidos no esquema de manipulação. No entanto, Rogatto afirma ainda que tem provas e vídeos, mas que isso não vai dar em nada.

O sistema é muito além disso, os grandes não vão cair nunca. Estamos falando de dentro da CBF, de dentro das federações, tenho provas e vídeos. Isso não vai dar em nada, vai fazer vítimas do sistema e, no final, não vai acabar porque não é de agora. Isso existe há mais de 40 anos, eu fiz parte do sistema. Se eu tiver que pagar, vou voltar para o Brasil e pagar. Eu sou só apenas uma ferramenta, o mundo do futebol é muito mais do que a gente pensa. Não vai dar em nada, a gente vai passar por isso, nunca vai acabar, a maior máfia está dentro da federação”, concluiu.

Fonte
Agência Senado

Dyhego Salazar

Dyhego Salazar é jornalista e radialista, desde 2016 atua na cobertura do Cruzeiro Esporte Clube. Também é editor e responsável pelo Diário Celeste, um dos maiores portais de notícias do Cruzeiro.

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