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Opinião: O Cruzeiro de 2025 é raro, pois dá chances de recomeçar

O futebol brasileiro tem ares de guilhotina, mas na Raposa, antigos “vilões” terão incomum oportunidade de redenção

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Aprender com os erros, tornar-se melhor, dar a volta por cima: no futebol brasileiro, essas palavras costumam aparecer somente em entrevistas após resultados negativos. Na prática, não é o que acontece. Os recomeços são norteados pelo “fato novo”, que gera mais confiança em um povo que é treinado a desconfiar até da sombra. Porém, no Cruzeiro de 2025, as coisas serão diferentes.

Não que eu pense que isso se reflita em um pensamento inovador, em um novo modelo de gestão, Fernando Seabra prova que não é o caso. Mas as circunstâncias, que podemos chamar de incomuns, abrem um novo leque que há muito tempo não vemos no Cabuloso.

Dudu e uma série de atletas terão nova oportunidade de apagar más impressões deixadas junto ao universo celeste no ano que se acaba. Após o fiasco do meio do ano, o camisa 7 chegou a ser rechaçado em conjunto por todas as organizadas, pela torcida comum, pela imprensa e pelo próprio clube.

E após uma reviravolta segurada “no laço” pela diretoria celeste, retornará ao local onde cresceu com a oportunidade de apagar na bola, como tem que ser, o prestígio que começou a perder desde a efusiva comemoração em 2019. E é assim que tem que ser, já que a aposta foi feita. É em campo que ela precisa ser ganha. E depende apenas dele.

Alguns jogadores do elenco também poderão apagar a imagem ruim deixada no segundo semestre de 2024. Muito pelos resultados pífios, mas especialmente, pela imagem de um elenco vaidoso, orgulhoso e que, supostamente, colocou interesses pessoais à frente do clube. Nada foi confirmado, porém quando negado, foi feito de forma frouxa, deixando dúvidas.

Muitos nomes saíram, quem ficou, respaldado pelo potencial técnico, poderá mostrar capacidade de entregar futebol e mais que futebol, algo imprescindível quando trata-se de camisa do peso da azul celeste.

Quando foi dito que Fernando Diniz seguiria no Cruzeiro — após o contrário ter sido decretado — num primeiro momento me senti impulsionado a abraçar um tom ainda mais crítico. Mas avaliando contextos, mudei de ideia. Como jornalista, em minhas análises, considerarei que o trabalho do treinador começará do zero. Até porque não há muito o que se recuperar do infame 2024 do comandante.

O Cruzeiro de 2025 é raro, pois dá chances de recomeçar
Diniz segue no comando do Cruzeiro em 2025 – Foto: Gustavo Aleixo

Bem, talvez do zero seja muito forte. Que tal do 0,5? Mais justo. Afinal, esquecer totalmente o passado também não é algo muito razoável.

Mas é fato que Diniz chegou ao clube em um momento de desidratação, sem muito tempo para o trabalho, precisando desesperadamente entregar resultados e com um elenco que já se mostrava problemático. É fato que não ajudou, mas também não foi ajudado.

Pediria para que o torcedor adotasse a mesma postura? Não. 2024 foi bem cansativo. Será entendível se o público no Mineirão voltar a comemorar um chutão de Cássio se as coisas não estiverem bem engrenadinhas.

Mas pensando de forma menos passional, é preciso valorizar o caminho escolhido pelo Cruzeiro. Diniz terá a chance de recomeçar, tendo respaldo interno, um time novo, mais forte e um voto de confiança.

Seja com ele, Dudu, Gabigol, Fabrício Bruno, Walace, Marlon, William e até Matheus Pereira, começar jogando para baixo não é algo sábio a se fazer. O ano de 2024 é passado e no Cruzeiro as coisas funcionam melhor quando todo mundo está junto.

“É só questão de tempo, o fim do sofrimento”.

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