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Ex-CEO do Cruzeiro relembra polêmica do mascote Raposão

O Gabriel Lima afirmou o acerto na escolha do mascote atual usado pelo Cruzeiro

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Em março de 2023, a SAF do Cruzeiro, que naquele momento ainda era comandada por Ronaldo, tentou mudar o visual do mascote do clube, o raposão, o que gerou inúmeros protestos por parte da torcida celeste. Em entrevista nesta sexta-feira (8), o ex-CEO do Cruzeiro, Gabriel Lima, comentou sobre o episódio durante a CONAFUT Summit 2025 no Mineirão.

Ex-CEO do Cruzeiro relembra polêmica do mascote Raposão
Raposão e Raposinho com a mudança que não foi aprovada pela torcida – Foto: Reprodução/Cruzeiro

A mudança foi feita para celebrar os 20 anos do lançamento do Raposão, com uma nova aparência para os mascotes Raposão e Raposinha. Porém, as imagens que foram divulgadas na época não foram bem aceitas pelos torcedores celestes. A reação da torcida foi intensa, com protestos realizados na Toca da Raposa 2 contra a alteração dos mascotes.

Era muita gente de fora, que não entendia as coisas do clube. A gente ia tomando decisões e, em alguns casos, dava problemas que precisávamos voltar atrás. A gente achava que era necessário uma reestruturação do Raposão, porque, na brincadeira interna, ele parecia muito mais um cachorrão. Foi feito todo um trabalho e não saiu do jeito que a torcida gostava. Após o protesto, eu fui explicar para minha mulher, que não é do futebol, que 50 caras tatuados e gigantes foram no CT reclamar.

Disse Gabriel Lima, em tom de brincadeira.

Após os protestos, a SAF voltou atrás na mudança e o mascote foi mantido conforme a escolha dos torcedores. O episódio resultou na criação de um comitê que envolveu torcedores nas decisões do clube. O comitê se tornou ativo em outras decisões importantes, como a reforma do programa de sócio-torcedor.

“Ficou maravilhoso. Certamente ficou melhor do que o feito inicialmente por nós e muito melhor do que o cachorrão. O erro aconteceu por uma falta de compreensão nossa, de tato, eu diria, um símbolo importante do clube, mas eu acho que o mais importante é você corrigir errado da rota. Isso gerou um comitê junto com torcedores que foi importante não só para esse tema, mas para outros temas também. Quando a gente reformou o sócio torcedor, o comitê foi super ativo em falar o que funcionava e o que não funcionava. Foi muito legal”, concluiu o ex-CEO do Cruzeiro.

Pedro Reis

Mineiro de Divinópolis, 21 anos. Comentarista esportivo e setorista do Cruzeiro pelo Diário Celeste.

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