Qual é a posição do Cruzeiro sobre a remoção das cadeiras do Setor Amarelo no Mineirão; entenda
O dono da Saf, Pedro Lourenço se mostrou a favor da ideia
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Nesta quinta-feira (29), uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais discutiu a proposta de eliminar as cadeiras de parte do Mineirão, com a intenção de recriar a antiga tradição dos torcedores de acompanhar as partidas em pé. E o diretor de Marketing do Cruzeiro se posiciona sobre a possível mudança.
A proposta envolve a retirada das cadeiras do Setor Amarelo, com o objetivo de ampliar a capacidade do estádio, possibilitar ingressos mais acessíveis e estimular maior interação entre os torcedores.
Do lado do Cruzeiro, o diretor de Marketing, Marcone Barbosa, declarou que o clube não se opõe quanto à eventual retirada, destacando que a iniciativa está condicionada a aspectos operacionais, como acessibilidade e rotas de evacuação.
“O Mineirão possui atualmente oito setores, quatro no anel inferior e quatro no superior. São oito espaços capazes de receber variados perfis de público. Não há razão para que não possamos destinar uma área específica para aquele torcedor que prefere assistir ao jogo de pé e celebrar de forma mais vibrante”, afirmou.
Quanto aos custos, o dirigente do Cruzeiro informou que, apenas neste ano, o clube desembolsou aproximadamente R$ 200 mil para cobrir prejuízos causados ao estádio após as partidas. “A retirada pode ajudar o clube a reduzir os gastos operacionais com o Mineirão. Temos discutido com a Minas Arena justamente essas despesas”, explicou.
Ingressos já possuem preços acessíveis
Ainda segundo o representante celeste, a retirada das cadeiras não resultaria, automaticamente, em uma diminuição nos preços dos ingressos. No entanto, ele destacou que o Setor Amarelo, foco inicial da proposta, já possui valores populares, em torno de R$ 30 por jogo nesta temporada.
“Esse valor, contudo, ainda não cobre os custos operacionais da partida, especialmente após o jogo, quando avaliamos os danos causados ao estádio, o prejuízo é maior para o clube, pois além das despesas normais, há também o reparo dos danos. Para manter o estádio sem cadeiras, seria necessário ter um custo operacional mais baixo”, explicou.
“Atualmente, o Cruzeiro já oferece um setor popular ao seu torcedor e, assim que as vendas são abertas, tanto o Setor Amarelo quanto o Laranja rapidamente se esgotam”, completou.
Segundo Marcone Barbosa, a proposta de retirada das cadeiras do Setor Amarelo conta ainda com o respaldo do dono da SAF do Cruzeiro, Pedro Lourenço. O dirigente garantiu, por fim, que a medida será analisada, levando em consideração as normas de segurança e o impacto nos custos operacionais.