Cruzeiro abre ação na CNRD para receber valor da venda de Fabrício Bruno; veja
Zagueiro é um dos titulares do elenco do clube mineiro em 2025
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Visando receber valor referente a venda de Fabrício Bruno, o Cruzeiro abriu uma ação na CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas). A venda foi feita pelo Red Bull Bragantino, ao Flamengo, em 2022, no valor total de R$ 15 milhões. A informação é de Gabriel Duarte, do Globoesporte.
O Cruzeiro cobra 20% do montante total da venda, quantidade referente ao passe de Fabrício Bruno tinha detinha. O percentual foi acertado em 2020, em acordo, após o jogador entrar na Justiça do Trabalho contra o clube mineiro.
Assim, considerando o valor de R$ 15 milhões, o Cruzeiro teria direito a receber R$ 3 milhões. O valor, por sua vez, deveria ter sido repassado ao Cruzeiro pelo Red Bull Bragantino, que era quem tinha contrato com o jogador e realizou a venda ao Flamengo.
Entenda a saída de Fabrício Bruno em 2020
Fabrício Bruno foi revelado pelo Cruzerio, sendo um dos destaques e capitão do clube na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2016. Somado isso a outras boas atuações, foi promovido ao elenco principal pelo então técnico, Deivid, e permaneceu no clube até 2019.
Foi também em 2019, que começou a disputa judicial entre o jogador e o Cruzeiro, logo após a confirmação do rebaixamento a Série B. À época, o defensor entrou na Justiça do Trabalho com um pedido de rescisão unilateral do contrato. O valor inicial da causa era de R$ 3,5 milhões, mas poderia superar R$ 4 milhões.
O jogador cobrava pagamentos atrasados de direitos de imagem de junho a novembro de 2019, além de FGTS, pendente desde maio, e os vencimentos totais até o fim do vínculo, que na ocasião iria até dezembro de 2021. Ele também incorporou ao processo multas, verbas rescisórias e parcela do 13º não paga.
Em janeiro de 2020, em meio ao imbróglio, o Cruzeiro havia encaminhado a venda do zagueiro para o Red Bull Bragantino. O clube paulista pagaria R$ 2,8 milhões à Raposa, que, por sua vez, repassaria R$ 800 mil ao jogador como pagamento de remunerações atrasadas. Em contrapartida, Fabrício retiraria a ação na Justiça. Contudo, o Bragantino retirou a oferta de compra dos direitos econômicos do atleta no dia 9 de janeiro.
Cinco dias depois, o Cruzeiro acertou a rescisão de contrato com Fabrício Bruno. Para ser liberado, o zagueiro se comprometeu a retirar a ação na Justiça contra o clube mineiro. Ele também abriu mão dos salários pendentes, além de efetuar aporte financeiro de R$ 500 mil nos cofres da Raposa como multa.
Na operação, o Cruzeiro ainda manteve 25% dos direitos econômicos para uma venda futura. Livre no mercado, ele foi seduzido por uma nova proposta do Bragantino dias depois.