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Comentarista compara Cruzeiro, Vasco e Botafogo e faz análise sobre as SAFs

O comentarista ressaltou que os times estão melhores hoje, do que estavam antes da SAF

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Os primeiros grandes times a se tornarem SAF no futebol brasileiro, Cruzeiro, Vasco e Botafogo, vivem sendo citados por comentaristas e torcedores como exemplos que o modelo de gestão não seria a solução dos problemas das equipes.

No entanto, o comentarista Vitor Birner, da ESPN, saiu em defesa da SAF no futebol brasileiro. Ele afirmou que nenhum dos três clubes está pior hoje, do que antes de deixarem de ser clube.

“Tem gente apontando Botafogo e Vasco como os maus exemplos de SAF, o Cruzeiro também. Só que nenhum deles está pior do que estava antes da SAF entrar. Cara, eu não sou um fã de SAF. Se dependesse de mim, o futebol teria jogadores que torcem pelos clubes, as arquibancadas teriam ingressos baratos, não haveria tantas divisões. O meu futebol, o que eu me apaixonei, é outro. Mas eu sou obrigado a pensar como o torcedor, quem está me vendo, porque eu não faço jornalismo para mim. O que é melhor para ele ter um time competitivo, que é o que lhe importa. Porque o botafoguense reclama hoje da SAF, e reclamava antes, mas não reclamou quando o time ganhou o Brasileirão e Libertadores. E se o Botafogo não tivesse uma SAF, talvez o Botafogo não estivesse nem na primeira divisão. Talvez o Vasco não estivesse na primeira divisão. O Cruzeiro corria risco de ir para a terceira, por falta de orçamento, quando o Ronaldo comprou a SAF. E se não houvesse uma SAF, o Pedrinho não colocaria dinheiro no Cruzeiro”, afirmou.

Ainda sobre o fato de ninguém querer colocar dinheiro em um clube, Vitor Birner ainda destacou que os investidores acabam não tendo o controle e ressaltou o projeto que pode ser realizado em uma SAF, na questão da recuperação financeira em alguns anos.

“Por quê? Porque ninguém é trouxa de ir lá colocar milhões e milhões de reais sem ter controle do dinheiro, para pessoas que afundaram o clube há pouco tempo. Ou seja, com a SAF, você atrai investidores. Você não muda o presidente. Então, se você tem uma SAF séria e bem trabalhada, você pode ter um projeto de cinco, seis, sete anos de recuperação financeira, porque não vai trocar o presidente depois de dois, três anos, que vai mudar tudo. E o cara que colocou o dinheiro ali vai ver tudo se perder. Ou seja, para quem quer gerar dinheiro e ter dinheiro no futebol, a SAF, olhando o atual cenário nosso, é o melhor caminho. Goste ou não goste. Eu repito, eu não sou apaixonado por SAF. Eu gostaria que o futebol fosse uma coisa muito mais de carinho, de pertencimento. Eu não gosto quando comemora essas rendas de 10, 15 milhões de reais. Eu acho que é um fracasso, porque os clubes pegaram um monte de vantagens de dinheiro público e, na hora que estão lá em cima, as pessoas que indiretamente financiaram esse dinheiro não vão ao estádio. O futebol não é mais uma coisa… Mas se o jogo é dinheiro, é faturamento, é trazer jogadores de 25 milhões, é competir com o mercado de fora… Só não vê quem não quer”, concluiu o comentarista.

Redação

A redação do Diário Celeste é composta por jornalistas cruzeirenses, que cobrem diariamente o Cruzeiro.

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