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CEO do Cruzeiro faz críticas ao Mineirão; Minas Arena demonstra que não pretende abrir mão de direito em contrato

Foi realizada na terça (5) uma audiência para debater a execução do contrato entre a administradora do Mineirão e o governo do Estado dessa terça (4). Estiveram presentes representantes do governo do estado, Minas Arena, Cruzeiro, Atlético e FMF na Comissão de Esporte, Lazer e Juventude de Minas Gerais.

Representante do Cruzeiro na reunião, o CEO Gabriel Lima criticou dizendo que o contrato está sendo desvirtuado: “O governo fez e segue fazendo esses pagamentos para garantir a atividade de interesse público, que é o futebol. Não ter jogos no estádio significa desvirtuar o contrato. (É) aceitar que o Estado banque uma empresa privada que não atende nenhum interesse publico.”

Além disso, Gabriel voltou a falar que a raposa buscou soluções: “O Cruzeiro tentou por inúmeras vezes chegar a um acordo e ter condições de jogar no estádio. Fizemos uma série de propostas para Egesa, HAP e Construcap, que formam o consórcio. Todas elas, seguindo padrões mínimos praticados em estádios cedidos ao redor do mundo.”

Ademais, ele criticou a Minas Arena: “Me parece que não há qualquer interesse em ter futebol no estádio. As propostas da Minas Arena são piores. (…) Nenhuma participação em receita comercial, venda de comida e bebida e camarotes. Não é justo.”

Mineirão não pretendo abrir mão do direito em contrato

Pelo contrato firmado após a reforma, que é o que vale atualmente também, a Minas Arena fica com a comercialização dos camarotes, setor VIP e demais. Além disso, a administradora fica com uma porcentagem do valor bruto do faturamentos nos bares. Enquanto os clubem ficam com a venda dos 54 mil lugares.

Diretor da Minas Arena, Samuel Lhoyd deixou claro a posição da empresa: “É do nosso interesse trazer todos os jogos possíveis para o estádio. As datas devem ser compartilhadas com os clubes. (…) As regras entre concessionárias e clubes estão determinadas claramente no contrato de PPP. Menos que isso, não. Qualquer receita que a Minas Arena abra mão, ela é responsabilizada pelo estado de Minas Gerais.”

Contudo, Samuel também salientou, discordo do CEO do Cruzeiro, que o objetivo é sempre levar jogos dos times mineiros para o Mineirão: “Nosso objetivo é levar cada vez mais jogos de futebol, quando for possível, para o Mineirão. A vontade e necessidade é que consigamos atender 100% da necessidade de jogos de Cruzeiro, Atlético América, e qualquer clube mineiro que deseja ser mandante no Mineirão.”

Diego Marinho

Mineiro, 31 anos. Graduado em História, setorista do Cruzeiro no Diário Celeste.

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