Torcedor do Cruzeiro conta a história do seu amor pelo Cruzeiro, que começou no rádio
Walter Miranda, de 67 anos, contou como começou o seu amor pelo Maior de Minas
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Patrocinadora máster do Cruzeiro, a Betfair tem a campanha Betfera do Mês, criada para homenagear torcedores que representam, com suas histórias únicas, a verdadeira paixão pelos clubes. Neste mês, a empresa selecionou Walter Miranda, de 67 anos, e torcedor do Cruzeiro.
Nascido na zona rural de Minas Gerais, Walter conheceu o futebol no rádio, onde nasceu o seu amor pelo Cruzeiro. Próximo a sua casa, o dono de um comércio foi um dos primeiros a comprar um rádio e sintonizava os jogos. Foi ali, ainda menino, que Walter ouviu falar pela primeira vez do Cruzeiro Esporte Clube, o time do Barro Preto.
“A gente imaginava até que tinha alguém dentro daquela caixa, falando alguma coisa. E naquela venda, ouvindo os jogos com o vendeiro, me apaixonei pelo Cruzeiro, por tudo o que diziam naquela época. Era 1966, ano em que o Cruzeiro venceu o Santos de Pelé e conquistou a Taça Brasil. Fiquei fascinado com tudo aquilo”, conta o torcedor.
Em 1976, Walter se mudou para Belo Horizonte, onde realizou um sonho antigo: ver o Cruzeiro no Mineirão. Ele contou um a sua primeira experiência de assistir um jogo do Maior de Minas, e foi uma grande partida.
“O time estava disputando a Libertadores e eu estava louco pra ver um jogo. A primeira oportunidade foi Cruzeiro e Internacional. Imagina só: Cruzeiro 5, Inter 4. Talvez o melhor jogo da história, cheio de craques dos dois lados e eu lá, assistindo tudo”, relatou.
Aquele jogo marcou não só uma paixão, mas também uma descoberta. Walter percebeu que não enxergava bem de longe. “O Mineirão é enorme! Eu não via a bola, só os jogadores correndo pra lá e pra cá. Sabia que era gol quando eles comemoravam e a torcida gritava. Aquilo me deixou ainda mais apaixonado, e decidido a arrumar um óculos pra ver um jogo de verdade.”
Mas foi também em 1976 que ele viveu uma das experiências mais marcantes como torcedor: a morte de Roberto Batata, atacante com mais de 100 gols pelo Cruzeiro, falecido em um trágico acidente na rodovia Fernão Dias. Sete dias após a perda, o Cruzeiro enfrentaria o Alianza Lima, pela Libertadores, e Walter fez de tudo para estar lá e, desta vez, ver o jogo com clareza. “Consegui uma consulta com um oftalmologista, recebi a receita dos óculos e fui atrás de quem pudesse fazer a tempo. Me indicaram um rapaz que trabalhava num prédio no centro de Belo Horizonte. Fiz o pedido com uma condição: precisava estar pronto até às 18h do dia do jogo.”
Porém, ao chegar, os óculos ainda não estavam prontos. Mesmo assim, Walter não desistiu. “Fui ao Mineirão com um pedaço de lente no olho, acho que no esquerdo, uma visão monocular. Valeu cada segundo. Cruzeiro 7, Alianza Lima 1. Quando fizeram o sétimo gol, começaram a só tocar a bola. Parecia que queriam parar ali, no número da camisa do Batata.”
Com emoção, Walter conclui: “É uma história fascinante. Real, única. E eu vivi isso com plena consciência. Como tudo que envolve o Cruzeiro.”
Para celebrar toda essa paixão pelo Maior de Minas, a Betfair preparou uma experiência inesquecível, Walter acompanhou um jogo do Cruzeiro de camarote no Gigante da Pampulha, o Mineirão. “Foi maravilhoso. Nunca imaginei um dia representar a torcida do Cruzeiro à convite da Betfair. Tive a oportunidade de ver os jogadores de perto, de conversar com o Mateus Pereira, pude sentir da beira do gramado a vibração do Mineirão lotado”, afirma Walter.