Artur Jorge destaca Cruzeiro após vitória sobre a Chapecoense: “Era um jogo muito perigoso para nós”; veja a coletiva do técnico
O comandante comentou sobre o desempenho da equipe, afirmando que a equipe precisa manter o nível de concentração ao final da partida
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Após a vitória do Cruzeiro por 2 a 1 sobre a Chapecoense, neste domingo (24), o técnico Artur Jorge, em entrevista coletiva, comentou sobre o resultado positivo e sobre o desempenho do time celeste. O treinador valorizou a sequência positiva do time e reconheceu o desgaste físico e emocional enfrentado pelo elenco.
“É, eu gosto mais de me reduzir àquilo que é, de fato, uma vitória importante, o seguimento ou a continuidade de bons resultados desta equipe. Hoje era muito importante vencer aqui. Sabemos que era um jogo muito perigoso para nós, do ponto de vista emocional. Jogamos contra o último, vimos de dois jogos extremamente desgastantes, não só do ponto de vista físico, mas também mental.”
“Fizemos um jogo onde acabamos por ser os justos vencedores, apesar de reconhecer que foram 90 minutos onde aconteceu um pouco de tudo. Desde os últimos 15 minutos em que sofremos para garantir este resultado, mas não posso esquecer daquilo que foi feito até então, dizendo que criámos inúmeras oportunidades, muitas mesmo para conseguir fazer gol.”
“Nós fizemos e o jogo é um pouquinho isto: quando na parte final estamos ali muito próximos, a equipe adversária tenta por todas as formas chegar ao gol e, no caso, numa tentativa de empate, nós conseguimos suportar e aguentar aquilo que era o mais importante para nós, que era a vitória e, portanto, se eu olhar para aquilo que foram 90 minutos, foram 90 minutos em que nós, Cruzeiro, fomos justamente merecedores de vencer o jogo.”, iniciou Artur Jorge.
Como o treinador vê a evolução de Sinisterra?
“O Sinisterra é um elemento de uma equipe que hoje trabalhou muitíssimo para poder ganhar o jogo. É uma equipe que se aplica, que tem vindo em crescimento, que tem sido muito exigente consigo mesma para conseguir os resultados que tem atingido, que tem mostrado também a ambição. E, consequência disso, é aquilo que é o desempenho que depois, individualmente, acabamos por ir tendo de jogadores que se vão valorizando, outros que se vão confirmando, outros vão tendo as oportunidades, outros que estão a tentar recuperar a sua melhor condição depois de alguns meses de paragem. O Sinisterra é um desses casos e, portanto, nós temos que estar — e estamos — satisfeitos com o desempenho de todo o grupo de trabalho, não só naquilo que é o desempenho dos jogos, mas também durante a semana, em que treinamos e nos preparamos para cada um dos combates que temos pela frente”, disse o técnico do Cruzeiro.
Qual lição levar para o duelo com o Barcelona-SC, pela Libertadores?
“Eu diria que o ímpeto importante é nós mantermos a intensidade e a mesma cadência durante 90 minutos, porque claramente, depois do 2 a 0, baixamos um pouco a guarda, digamos, e permitimos que o adversário crescesse, porque é uma equipe que está neste momento em último lugar, mas é uma equipe que tem competências, uma equipe que tem valor, uma equipe que vai ganhar jogos ainda.”
“Portanto, nós temos é que saber e retirar disto a importância de iniciar forte e terminar mais forte ainda, se possível. Ou seja, saber que até o último segundo, até o último minuto, nós temos que ser muito intensos, muito sérios no nosso trabalho, muito comprometidos para conseguirmos resultados. A equipe foi, de fato, isso, mas precisamos ser mais consistentes naquilo que é o desempenho do primeiro ao último minuto para evitar este tipo de sobressaltos como aqueles que tivemos nos últimos minutos do dia de hoje.”, disse Artur.
Por que a escolha de Sinisterra e Kenji para a iniciar a partida?
“Pensei em ter os jogadores com menos tempo de jogo mais frescos, mais capazes, fortes nas situações de um para um, face a uma equipe que ia estar muitas vezes baixa no seu bloco, a defender mais próximo da sua grande área, e a opção foi apenas e só em função daquilo que preparámos taticamente para o jogo.”, explicou o técnico cruzeirense.
O elenco teve uma queda física?
“É um problema físico? Como nós conseguimos na Bahia dar a volta depois de estar a perder 1 a 0 e irmos atrás do resultado e vencer o jogo. Estarmos a jogar em Buenos Aires com menos um e termos suportado e termos criado uma oportunidade no final do jogo para ganhar e termos, na Católica, também aguentado um resultado com menos um jogador na segunda metade. Se isso fisicamente demonstra deficiências na equipe, eu não sei exatamente qual é o comportamento físico de uma equipe.”, comentou Artur.
Qual a avaliação desde o início do trabalho?
“Olha, eu sinto, acima de tudo, uma grande satisfação por ter um grupo de trabalho à minha disposição que tem, de fato, esta competência de podermos chegar onde nós hoje estamos. A verdade é que eu recordo-me que nós estávamos a 10 pontos do G5 quando aqui cheguei, hoje estamos a 2. Ainda há jogos para fazer, é verdade, mas hoje estamos a 2 pontos e aquilo que nós queremos é continuidade.”
“Nós queremos continuar a acreditar que podemos chegar ainda mais acima, temos que ganhar jogos, temos que trabalhar muito e temos que melhorar muito também. Não é numa sequência de bons resultados que nós dizemos que estamos perfeitos, porque não estamos. Se não, estaria a ser menos exigente comigo até, mas também com os meus.”
“E poder dizer que esperamos, queremos confirmar a passagem na fase de grupos na Libertadores na próxima quinta-feira. Queremos continuar, vamos agora aguardar pelo sorteio da Copa do Brasil. São três competições e é um crescimento constante e continuado da equipe que eu quero que se vá notando daqui a um mês. Quando falarmos, eu quero que você fale comigo e diga que já estamos melhores aí um pouquinho, e eu ficaria muito feliz por isso.”
“E queremos com que a equipe possa ir crescendo e temos crescido. Não só do ponto de vista da classificação, no desempenho também, na performance da própria equipe, os resultados demonstram isso mesmo, mas também na valorização individual dos jogadores que temos no elenco.”, comentou o treinador.
A bola aérea defensiva é um problema?
“É uma questão que nós temos que melhorar, evidentemente. Tudo aquilo que seja detalhes e algo que nós podemos controlar, nós temos que ser mais exigentes nesse sentido e temos que melhorar, temos que ser mais capazes de poder definir melhor esses momentos, porque, como digo, são situações junto ao nosso gol, e onde nós temos que ser muito mais agressivos, muito mais assertivos para conseguirmos combater esses momentos e, dessa forma, retirar ou anular probabilidades de gol adversário.”, finalizou Artur Jorge.