“A passagem foi merecida”, diz Artur Jorge após classificação do Cruzeiro na Copa do Brasil; veja
O treinador celeste comentou sobre falhas durante a partida, mas destacou a entrega dos atletas
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Nesta terça-feira (12), o Cruzeiro venceu o Goiás por 1 a 0 e garantiu a vaga nas oitavas da Copa do Brasil de 2026. Após o triunfo estrelado no Mineirão, o técnico Artur Jorge, em entrevista coletiva, analisou o desempenho da equipe e valorizou a classificação conquistada na competição. O comandante destacou a entrega dos jogadores durante a partida.
“Sim, de fato a palavra é mesmo essa, importante, uma vitória muito importante, conseguida de uma forma justa, no meu entendimento, com uma entrega muito boa por parte dos jogadores, numa sequência de jogo que tem diferenças da primeira metade para a segunda, obviamente.”
“São facilmente identificáveis (erros), mas onde, no seu geral, e tendo em conta aquilo que foi o que produzimos, acho que é uma vitória merecida e uma passagem também ela merecida, tendo em conta aquilo que foi o desempenho durante os dois jogos que fizemos contra este adversário (Goiás).”, iniciou o técnico.
A evolução dos jogadores nas últimas partidas
“Olha, uma coisa fundamental para termos resultados e, obviamente, que é necessário trabalho, há empenho, há um trabalho de campo, há um trabalho mental, há uma série de fatores que são importantes, mas eu queria valorizar a qualidade dos jogadores. É importante nós podermos dizer que os resultados aparecem porque há qualidade no elenco do Cruzeiro. Temos ótimos jogadores, temos jogadores que percebem o jogo, jogadores que evoluíram bastante também.”
“Fico satisfeito, porque noto essa evolução, noto esse comprometimento também, noto e vejo a ambição também por parte dos jogadores, o espírito de missão, a combatividade quando é necessária, maturidade para termos jogos em que somos, de fato, mais dominadores e jogos onde dividimos com o adversário e conseguimos manter o mesmo nível de consistência.”, disse Artur Jorge.
Como a equipe poderia ter evitado a pressão do adversário no final da partida?
“Foi mais eficiente para nós, naquilo que assustámos o Goiás, termos feito mais dois ou três gols. Acho que seria a solução mais prática e também aquela mais merecida, talvez. Faltou-nos alguma eficiência no momento de finalizar. Temos também que dar mérito ao goleiro contrário, que fez uma ótima exibição e manteve o jogo vivo. E estes jogos de Copa têm aquilo que é nós podermos ter o espírito competitivo de poder dar o nosso melhor, mas também o de, desde o primeiro minuto, procurarmos ser dominadores do jogo.“
“Fizemos isso no primeiro tempo, criámos algumas oportunidades e fizemos apenas um gol. E a verdade é que o adversário vai acreditando, vai estando dentro do jogo. Portanto, num jogo em que não há nada a perder, aquilo que disse, na parte final o Goiás esteve mais próximo do nosso gol. É verdade, porque, mesmo que inconscientemente, há uma equipa que está a ganhar e que precisa ganhar para continuar em frente, e há uma outra que não tem nada a perder.”
“Portanto, aquilo que acontece é aquilo que nós estamos habituados a ver ao longo dos anos em qualquer campeonato do mundo. Agora, é importante referir que tivemos muitas oportunidades para aumentar a vantagem e, se o tivéssemos feito, o tal “se”, estaríamos aqui a falar de outra forma, mas, no final das contas, com o mesmo objetivo, que era nós termos passado por mais uma fase eliminatória desta Copa.”, comentou Artur Jorge.
Sequência intensa de jogos e utilização do elenco
“Sim, eu antes do jogo estava a conversar com o meu presidente, estávamos a falar de 18 dias para terminar o mês e esta primeira metade do campeonato, e temos seis jogos ainda para fazer, contando com este. É exigente, mas é necessário também ter resposta de um elenco. Resposta de um elenco em que nós temos, seja por desgaste, por opção técnica, por ajuste em função do adversário, porque queremos trazer dinâmicas diferentes à equipe, porque queremos criar estrategicamente outro tipo de dinâmicas.”
“Nós mudamos por isso e, quando temos profundidade no elenco, para conseguirmos ter esta variabilidade, estamos mais perto do sucesso, ainda que saibamos que, volto a dizer isto com alguma regularidade, há muito caminho a fazer, há muito para termos a consistência que eu quero e que, naturalmente, também os jogadores querem, porque trabalham diariamente e buscam as vitórias, e os resultados validam o nosso trabalho. E é importante também ter todo o elenco que, com mais ou menos minutagem, se sente parte ativa daquilo que é o sucesso da equipa neste momento.”, comentou o treinador.
Utilização de jovens jogadores
“Eu acho que o ponto de partida tem que ser sempre a qualidade, aquilo que é o talento e, obviamente, depois nós podemos potenciar esse talento. Potenciamos diariamente, mas podemos potenciar um jovem de 25 anos e nós temos jogadores, nesta altura, com 25, 26, 27 anos que estão, de fato, bem melhores do que estavam há seis ou oito meses.”
“Mas também os jovens jogadores que nós temos, temos que ter a coragem também de os poder considerar como todos aqueles que consideramos dentro de um grupo de trabalho. Portanto, não pode ser barreira para nós a idade, até porque, muitas vezes, a questão da juventude tem a irreverência, tem a fome de conquistar alguma coisa.”
“Essa resposta tem sido dada e falou de dois, do Cauã (Moraes), falamos de muitos jogadores, ou de alguns jogadores que acabamos por ter no elenco e outros que estão no Sub-20, muito perto de estarem junto de nós e terem uma oportunidade. Há jogadores com qualidade na equipe do Sub-20 do Cruzeiro, aos quais nós estamos atentos e estamos também preparados para os desenvolver e potencializá-los jogando.”
“Portanto, isto faz parte de tudo aquilo que é um processo que entendemos ser meu, e da administração, para que nós possamos ter o Cruzeiro alinhado numa só vertente e onde a base é também importante para aquilo que é a sustentabilidade do clube.”, disse o treinador Português.
Os jogadores que entraram comprometeram o rendimento da equipe?
“O desafio é sempre recorrente, tendo em conta aquilo que são as opções que vamos tomando. Opções daquilo que é o 11 inicial, daquilo que é também mexer durante a própria partida. E eu disse isso na Bahia, assim como digo hoje também, agora aquilo que nós tivemos hoje com a entrada dos jogadores foi o momento mais baixo da equipe. Ou seja, nós estávamos numa posição em que estávamos com mais ou menos qualidade no jogo jogado e não podemos estar à espera que a entrada de um, dois ou três jogadores possa dar um diferencial imediato.”
“Agora, é importante que os jogadores, quando vão para dentro do campo, possam cumprir com a missão que lhes é atribuída. E, se nós tivermos ou se não tivermos tanto brilhantismo, tivemos missão e tivemos compromisso, tivemos comprometimento e tivemos jogadores que deram o seu melhor, tendo em conta aquilo que a equipe precisava naquele momento.”, analisou Artur Jorge.
Sequência decisiva para a temporada e exigência mental e física
“É um trabalho que exige muito de nós. A minha missão quando cheguei aqui foi não olhar unicamente para aquilo que era o momento do Cruzeiro em termos de classificação geral, mas sim para o fato de podermos potenciar uma equipe nas três competições em que estamos envolvidos, seja na Copa, na Libertadores e no próprio campeonato.”
“Claro que o campeonato tem uma visibilidade maior, porque temos mais jogos também. A Copa, com o objetivo cumprido de ultrapassar esta primeira fase ou esta eliminatória, e a Libertadores, na qual estamos em primeiro lugar, juntamente com outra equipe, naquilo que é a busca da classificação de um grupo extremamente difícil, já o disse, talvez o grupo mais difícil da Libertadores deste ano.”
“E isso exige de nós muitíssimo trabalho, daquilo que é compromisso, de superação também e, obviamente, também de uma mentalidade ganhadora e competitiva extrema para conseguirmos superar tudo aquilo que são obstáculos para continuarmos essa escalada, que não é uma escalada de três montanhas, é de uma só, para que nós consigamos atingir os nossos objetivos e, quando chegamos lá em cima, percebermos que foi um trabalho bem feito.”, comentou Artur.
A presença de jogadores do Cruzeiro na pré-lista da Seleção Brasileira
“Da minha parte, só posso ficar satisfeito, porque já respondi há pouco que a minha missão também é desenvolver os jogadores e quero acreditar que, dentro de um grupo de trabalho que também eu disse antes, com qualidade, com jogadores com muita qualidade, é muito importante para mim, enquanto técnico, fazer parte de uma pequena parte daquilo que é a potenciação dos jogadores e a sua valorização e até a sua possível consideração para fazer parte de uma seleção fortíssima e com inúmeros talentos, que é a seleção do Brasil.”
“E para o Cruzeiro, clube, de nós podermos olhar para aquilo que são ativos reais do clube, que têm a valorização de poderem estar à porta de uma seleção nacional, de uma Copa do Mundo, onde, de fato, é o momento especial e o momento esperado, mas também merecido, tendo em conta aquilo que os jogadores, e aquilo que se destacou, têm também desenvolvido ao longo deste tempo.”, finalizou o técnico.